Em alguns supermercados da capital nota-se que já se começa a reduzir a escassez de produtos importados, como os legumes (cenoura, beterrabas e brocólis, por exemplo) e os produtos de higiene. O JE fez um levantamento em cinco supermercados e constatou essencialmente que os produtos que estavam em falta por alguns meses nas montras das lojas voltam na última semana a rechear as prateleiras. Estes produtos já escasseam há algum tempo, e fontes antecipam que a situação deveu-se à subida da moeda estrangeira no mercado. Apesar disso, os preços continuam ainda em alta nas lojas, o caso do leite em pó, frango e a cebola. Nota-se também uma certa retracção nos tipos de leite em líquido. Mas ainda, assim, e em boa verdade diga-se, não há escassez de bens, pois o comportamento do consumidor varia de acordo com o rendimento disponível e os preços dos bens, o que faz com que as famílias encontrem as melhores opções para racionalizar os seus recursos.

Supermecados inovam métodos de atendimento

Os supermercados que operam no mercado de distribuição de bens ano após-ano esforçam-se em introduzir meios e sistemas modernos para atrair mais clientes às suas lojas. Num mercado disputado fundamentalmente por cinco grupos, designadamente Kero, Maxi, Candando, Shoprite e Alimenta Angola, bem como os esforços das outras unidades comerciais existentes têm todos usado metódos modernizados para atrair a clientela. Na opinião dos consumidores, apesar da grande oferta de bens alimentares de primeira necessidade nos supermecados e não só, ainda é possível deparar-se com a escassez do leite líquido Mimosa e Nido em pó em algumas unidades, no caso do Kero (Morro Bento) e Alimenta Angola (Camama).
As últimas ofertas dos produtos vendiam o litro de leite a 320 kwanzas e a lata de 1,800 gramas a 4 mil 931 kwanzas. Neste momento, os preços mantêm-se. Os consumidores consideram o preço elevado e há no ar um certo receios sobre uma eventual subida segundo Lúzia Aragão, que ultimamente não consegue encontrar o leite líquido mimosa nos mercados nem nas lojas, devido à demanda do produto.