Um total de 19 milhões de ovos é a quantidade de produção que se perspectiva, até ao final deste ano, pelo Projecto Integrado de Desenvolvimento Agrícola e Regional da Quiminha, no Bengo.
De acordo com dados apurados pela Angop, diariamente são recolhidos 80 mil ovos, com uma perspectiva de aumento de produção de 24 milhoes por ano.
O projecto trabalha, no sentido de serem colocados no mercado 35 mil toneladas de produtos agrícolas, como batata rena, doce, cebola, pimento, pepino, melão, meloa, melancia, banana, tomate, milho e soja, antes do final do ano. De acordo com a fonte, também estão a ser criadas as condições para a produção de manga, abacate, laranja e limão. O projecto, da responsabilidade do Estado, conta com 600 trabalhadores das diferentes especialidades, dos quais 39% são mulheres e 15 expatriados, controlados pela Gesterra -Sociedade Anónima.
O projecto tem como objectivo principal a produção, em grande escala, de produtos nacionais, como horto-frutícolas, grãos, tubérculos e ovos, para abastecimento do mercado nacional.
Num espaço de cinco mil hectares, foi criado em 2017 essa iniciativa, localizada na zona sudeste de Luanda, no distrito urbano da Quiminha, município de Icolo e Bengo.
De recordar, que os consumidores viram-se em tempos com o o preço do ovo a subir de 20 para 60 kwanzas durante meses, devido “o espírito de oportunismo dos produtores e revendeores”, uma vez que, nessa altura do ano, o preço da generalidade das mercadorias sobe.
Aumentar os níveis de importação ia ser a alternativa mais rápida, para aliviar os custos, mas o avicultor excluiu essa opção, por considerar mais viável apostar na produção nacional. Dados do Ministério da Agricultura apontam que o país tem condições para produzir localmente o que também dá maior segurança ao consumidor e cria postos de trabalho. A redução das importações de ovos visa, essencialmente, estimular a produção nacional.