O relatório Doing Business do Banco Mundial de 2019 classificou Angola na posição 184 num total de 190 economias no indicador de “Obtenção de Crédito”. A pesquisa apurou que o maior volume de empréstimo(cerca de 75 por cento) centrou-se em sectores não produtivos como imobiliário, construção e empréstimos para o consumo.
Os dados que foram avançados por um representante da Acelera Angola, denota que essa realidade limita o papel do sector financeiro na diversificação, e a falta de acesso ao financiamento, que aumentou significativamente entre 2010 e 2016, são factores que contribuem para o enfraquecimento dos níveis de poupança no país.
De acordo com dados avançados pelo BNA, o projecto Bankita, criado em 2011, dos acordos celebrados com 13 bancos comerciais, permitiram a abertura de 836 mil 451 contas bancárias, 304 campanhas realizadas, até ao momento actual (2019). O projecto que na altura tinha sido lançado para incentivar a população em geral à poupança, caminha até ao momento de forma acanhada.
Dos programas como a Inserção de conteúdos de literacia financeira no sistema de ensino nacional, com arranque previsto em 2015, parecem até ao momento não surtir o efeito desejado. O referido acordo tinha sido na altura assinado com o Ministério da Educação (MED).
O projecto tinha como finalidade, motivar jovens estudantes para a aprendizagem contínua e inserção de conteúdos em disciplinas transversais.
O lançamento do concurso nacional anual de Educação Financeira com arranque previsto para 2017, até ao momento também ainda não se materializou.
A capital luandense, com 27 por cento da população, representa 90 do crédito total e 95 dos depósitos totais de todo o país.