A Empresa Interbancária de Serviços (EMIS), que gere a rede de Terminais Automáticos da banca angolana, espera que até em 2022 o sistema atinja um total de 700 milhões de transacções (mil milhões de transacções técnicas) e 100 transacções por segundo.
De acordo com o presidente da Comissão Executiva, José Matos, que abordou o tema no mais recente estudo “Banca em análise” da consultora Deloitte, no triénio 2012-2014, o movimento transaccional da rede duplicou e espera-se que, no período de cinco anos, de 2015 a 2019, volte a duplicar.
Nesse sentido, é prioridade, de acordo com o gestor, preparar o sistema multicaixa para estes volumes de tráfego, com segurança e qualidade.
“Em 2018 a nossa principal prioridade, como já dissemos, é manter os níveis de serviço a que já habituamos as nossas populações e isso passa pelo reforço permanente da resiliência dos nossos sistemas e serviços”, disse, tendo acrescentado que ser linha mestra de orientação “Crescer com segurança e qualidade”.

Dois novos serviços em 2018

Em 2018, a Emis pretende concretizar dois projectos com muito significado, designadamente o levantamento em ATM sem cartão e o multicaixa express, um wallet interbancário.
Outra tarefa por concretizar pela Emis é a da operacionalização do Sistema de Débitos Directos (SDD), um serviço muito importante para a consolidação e maturação da bancarização.

Uso de meios electrónicos

O estudo “Banca em análise/2017” da consultora Deloitte apresentou, recentemente, em Luanda, dados a confirmar que os meios electrónicos (cartões multicaixas, terminais de pagamento automático e terminais automáticos ou multicaixas) utilizados pela banca angolana consolidam de ano em ano a sua posição de mercado e ganham preferência dos clientes.
De acordo com o referido estudo, que vai já na sua décima segunda edição, o número de cartões multicaixa vivos aumentou de 3,4 milhões, em 2015, para 3,6 milhões, em 2016. No entanto, verificou-se uma diminuição dos cartões válidos, de cerca de 4,7 milhões em 2015
para 4,6 milhões em 2016.
Houve ainda o reforço da rede de terminais de pagamento, sendo que o número de Caixas Automáticas (ATM) e de Terminais de Pagamento Automático (TPA) registou um crescimento de cinco (5) e dez (10) por cento, respectivamente.
Os dados da Deloitte indicam que o número de ATM aumentou de 2.776, em 2015, para 2.911, em 2016, e o número de TPA cresceu para 67.496 terminais em 2016 face aos 61.496 em 2015.
Quanto ao número de transacções, este atingiu novo recorde. Em 2016, registou-se um crescimento global de 18 por cento no número de transacções face a 2015. As transacções realizadas em ATM aumentaram onze (11) por cento e as efectuadas em TPA quarenta e uma (41).
A Deloitte do levantamento que fez junto dos bancos que operam na praça financeira angolana confirmou que houve, igualmente, aumento de balcões e colaboradores. O número de balcões aumentou de 1.736, em 2014, para 1.865, em 2015.