A rede de multicaixa, durante o ano de 2012, atingiu um resultado operacional de 598,3 mil milhões de kwanzas, segundo avançou à imprensa o presidente da Comissão Executiva da Empresa Interbancária de Serviços (EMIS), José de Matos.

Para o responsável, estes números representam um elevado crescimento, comparativamente aos indicadores de 2011.
 O pagamento de serviços, em caixa automática, atingiu a cifra de 18,9 mil milhões de kwanzas e foram transferidos através do sistema multicaixa 12,4 mil milhões de kwanzas.

O responsável disse ainda que o exercício do ano passado se pode considerar, em termos de produção, comparável ao ano de 2011. O crescimento registado, em 2012, cifrou-se em cerca de 38 por cento, contra os 40 de crescimento registados em 2011, sendo que nestes exercícios foi ultrapassada a fasquia das 100 milhões de transacções.

O parque de caixas automáticas (CA) passou de 1.629 para 2.014 no final, enquanto o parque de terminais de pagamento automáticos (TPA) passou de 18.199 para 23.545 em Dezembro de 2012.

No que se refere ao número de parques de cartões multicaixa atingido em 2012, o responsável explicou que teve um volume de 2.633.499 cartões válidos, contra 2.377.969 registados em 2011, o que representou um crescimento de 10,7 por cento na base de cartões. O rácio de cartões vivos e válidos melhorou, tendo passado de 65 por cento em 2011 para 72 em 2012.

Actividade de investimento
Em 2012, e na sequência da política de desenvolvimento aprovada pelos accionistas, José Matos disse que a actividade de investimento da sociedade se manteve orientada nas seguintes direcções, suporte à emissão e aceitação de marcas internacionais, plano de continuidade de negócios, desenvolvimento de novas áreas de negócios e melhoramento da operação no multicaixa.

A fonte afirmou ainda que a conclusão deste projecto está prevista para este ano a suportar quatro tipos de produtos, nomeadamente: cartão de crédito visa pessoal, cartão de crédito visa corpo rate, cartão pré-pago multicaixa e cartão pré-pago visa.
Questionado sobre a falta de terminais nas periferias e a falha de dinheiro nos finais de semana em multicaixas, José Matos disse ser um caso que está no centro das preocupações da sociedade.

“ A questão de terminais nas periferias é um caso que está no centro das nossas preocupações assim como a falha de dinheiro nos finais de semana que, também, já estamos a solucionar com os bancos e acredito que, com as novas medidas que estamos a tomar, as coisas vão melhorar”, disse.

Previsões
Com a efectiva entrada em produção desta primeira parte do projecto, que corresponde à primeira e segunda fases, o administrador executivo da Emis, Bruno Costa, disse que se deverá iniciar o processo de migração para o processador nacional dos produtos de cartão dos bancos angolanos, actualmente suportados em processadores offshore, bem como da promoção do cartão pré-pago multicaixa.

“Acreditamos que a implementação de um modelo de integração adaptada à realidade angolana irá reduzir substancialmente o risco operacional dos bancos e constituirá uma vantagem competitiva importante com relação aos concorrentes offshore”, afirmou.

No que toca à rede multicaixa, a sociedade fez o melhoramento necessário para acomodar o forte crescimento do tráfego que se tem vindo a registar, além de ter apostado na melhoria de alguns serviços. Finalmente, foi concluído a migração de todos os bancos para o modelo global “v5”, o que se tem estado a traduzir numa melhoria operacional, menor risco operacional e melhor informação estatística para os participantes.

Actualmente, o país conta com 23.545 TPA, sendo que, no quadro da distribuição do parque de terminais por províncias, Luanda lidera com 15.486,  seguida por Benguela com 2.269 e a Huíla com 1.295. A lista integra as províncias de Huambo (1.019), Kwanza-Sul (594), Namibe (541), Cabinda  (350), Bié (315), Malanje (244), Kwanza--Norte (221), Uíje (168), Lunda-Sul (167), Bengo (159), Kuando-Kubango (155), Lunda-Norte (152), Zaire (143), Cunene (134) e por último Moxico com 133. A Emis anunciou, na ocasião, que está em estudo um modelo do futuro sistema de pagamentos móveis.