A medida do Ministério das Finanças em repor os salários dos funcionários públicos suspensos por várias irregularidades é boa, mas deve-se tomar medidas sérias para acabar com os “fantasmas”.
Conforme opinam os cidadãos ouvidos pela reportagem do JE, os 41.443 trabalhadores da função pública, cujos salários haviam sido suspensos, há alguns meses, devem servir de ponto de partida a uma acção mais profissional e até com sentido patriótico.
O professor universitário Francisco André disse existir o princípio de estabilidade salarial, ou seja, o trabalhador não deve ficar sem salário sob pena de ferir o princípio da dignidade humana, porque ele depende deste para satisfazer as suas necesssidades. “É necessários que se reponha a legalidade ao mesmo tempo que se reparem os danos causados a muitas famílias”.
Já Gonçalo Pedro, funcionário público, é de opinião que se identifica o que foi feito, até aqui, para estancar esse mal. Todavia, adverte que se tomem medidas preventivas a fim de se evitar casos iguais em ocasiões futuras, pois, segundo diz, nada garante que tais cenários não voltem a ocorrer no nosso sistema de remunerações.
O estudante Punga Carvalho entende que a medida do Minfin é boa, uma vez que os funcionários são legais. Para ele, caberá agora ao Governo pagar os funcionários, incluindo os meses atrasados e se possível com indemnização.
A funcionária Zélia Afonso também concorda com a medida, uma vez que deverão estar já eliminados os funcionários fantasmas. “Só há que lamentar o facto de outros funcionários legais terem sido levados por arrasto, acabando desactivados do sistema de salários por um cero período”.
Por sua vez, António Calongo, consultor tecnológico, pede ao Minfim que vá em busca das causas e factores que motivaram as medidas tomadas anteriomente.