As reservas internacionais líquidas de Angola recuperaram em Outubro, face ao mês anterior, mas continuam a comparar desfavoravelmente face ao período homólogo. De acordo com os dados publicados pelo Banco Nacional de Angola (BNA), as reservas internacionais líquidas atingiram 15.4 mil milhões de dólares no mês de Outubro último, o que compara com 15.3 mil milhões de dólares em Setembro.
No entanto, considerando o valor registado em Outubro de 2016, as reservas internacionais líquidas caíram 27 por cento (em Outubro de 2016, as reservas internacionais líquidas tinham atingido 21 mil milhões de dólares).
De acordo com os cálculos (tendo por base as estimativas para as importações de bens e de serviços inscritas no Plano Intercalar Outubro 2017 - Março 2018), as reservas internacionais brutas atingiram 8.8 meses em Outubro deste ano, o que compara com 10.3 meses em Outubro de 2016.
Como é do domínio púbico, o “Plano Intercalar - Medidas de política e acções para melhorar a situação económica e social actual” do governo inclui a possibilidade de vir a ocorrer uma desvalorização cambial entre Novembro e Dezembro. Segundo apurou o JE, não se sabe, para já, a dimensão desse movimento nem a data exacta de quando ocorrerá. No entanto, o certo é que especialistas na matéria advogam que, o kwanza pode vir a ser desvalorizado ainda este ano e passará a flutuar livremente dentro de uma banda (flutuação controlada incluída num regime de câmbios misto).
Por isso, o Fundo Monetário Internacional (FMI) congratulou-se recentemente com as medidas do Governo angolano em continuar com o processo de consolidação fiscal, de adequar o nível de gasto às receitas e de adoptar um regime de taxa de câmbio mais flexível, medidas importantes para o processo de diversificação da economia.
O documento acrescenta ainda que em 2016 registou-se uma acumulação dos activos de reservas, em termos de transacção, na ordem de 372,4 milhões de dólares, comparativamente ao período homólogo em que houve uma perda de reservas na ordem de 3.055,0 milhões de dólares.
Especialistas em política monetária asseguram que Angola ainda passa por um período difícil em que o ajuste aos preços mais baixos do petróleo continua e o crescimento económico não é o que o país almeja e merece, para gerar emprego à população jovem.