Especialistas contactados pelo Jornal de Economia & Finanças esperam que o economista Manuel José Alves da Rocha (um dos vogais do Conselho Fiscal) e os demais membros ajudem a resgastar a imagem do Fundo Soberano de Angola. Em Janeiro de 2018, um inquérito profundo constatou a existência de um risco elevado, resultante da exposição causada pelo volume de activos que se encontram sob gestão de apenas uma entidade externa. Esse foi uma das conclusões a que o Executivo angolano chegou, depois de avaliação rigorosa sobre a gestão, alocação dos activos e estrutura de governação corporativa do Fundo Soberano de Angola.
O Ministério das Finanças, com o apoio de uma firma de consultoria internacional, diagnosticou a falta de transparência nos processos de contratação dos gestores de activos e prestadores de serviços da instituição.
Apurou-se um insuficiente reporte, bem como um fraco controlo e supervisão às actividades do Fundo Soberano de Angola, pelas entidades
governamentais, bem como a ausência de políticas, estratégias e planos de investimentos consistentes e transparentes.
O diagnóstico apontou para a necessidade de revisão do modelo de governação corporativa. O Executivo comprometeu-se em implementar acções de reestruturação do Fundo Soberano de Angola, com vista à criação de uma adequada estratégia e plano de investimentos, por forma a assegurar maior transparência e controlo da instituição, em alinhamento com as melhores práticas internacionais, melhorando a supervisão dos Órgãos do Estado, nomeadamente, do Presidente da República, do Ministério das Finanças, do Banco Nacional de Angola e demais órgãos.
Um dos passos nesta direcção foi a nomeação de um novo Conselho de Administração.
O Ministério das Finanças, em alinhamento com esta orientação, institucionalizará um Comité de Supervisão do Fundo Soberano de Angola, tendo em atenção a garantia de uma gestão mais eficiente e transparente dos recursos estratégicos do Estado.