O Cuanza Sul tem muitos desafios. Os munícipios e, essencialmente, a cidade do Sumbe, sede da província, possuem potencial para atrair turistas e investidores, mas falta mais alguma algo para que o potencial escondido nas beklezas naturais possam relançar a província que é a quinta mais populosa do país, de acordo com o censo de 2014.
A reportagem do Economia & Finanças no Sumbe saiu à rua e ouviu a opinião dos citadinos sobre os grandes desafios para o governo do Cuanza Sul.
O jurista Nelson Custódio entende que o desenvolvimento de qualquer região deve resultar dos grandes desafios que os políticos definem como prioridade. E, para ele, o elemento fundamental para mudança passa pela vontade de fazer as coisas acontecer.
Já o sociólogo Quintas Majano, para que a província possa vir a ter um futuro promissor a curto e médio prazo e se tornar uma referência nacional nos vários domínios, é necessário que cada um faça a sua parte. Para ele, são cruciais a criação de mais infra-estruturas sociais, mais universidades com especialidade que possam atrair mais gentes à província, instituições hospitalares, clínicas privadas, garantia das principais vias de ligação das cidades e o campo, para facilitar a transportação de pessoas e bens.
Para a professora do ensino primário Anastácia António, os desafios da província passam, inicialmente, pela mudança de mentalidade dos membros do Governo provincial e da sociedade ou população sem deixar de apontar a importância que o Executivo Central deve dar aos programas e projectos visando a sua efectivação plena e sem obstáculos.
A estudante Osvaldina Ngunza diz que os desafios da província passam pela própria população, que devem começar a repensar no progresso imediato. Para tal, apontou questões como a falta de emprego, pouca oportunidade de ingresso à universidade, falta de espaços ou infra-estruturas que visam ocupar a juventude, bibliotecas multidimensional e não só, hospital, clínicas, e outros que possam projectar a província e trazer investidores.
O estudante do curso de Licenciatura em enfermagem David Lisboa, é de opinião que os desafios circunscrevem-se na oposta séria nos quadros formados, localmente, bem como aqueles que procuram nesta região uma oportunidade de trabalho e possuem experiências não só académicas como profissionais.
Por sua vez, Cláudio Felizardo assume que na província há um crescente movimento no empreendedorismo e no ramo do comércio. O que falta é a oferta de mais electricidade, pois este é também um factor determinante.

Governador quer mais empenho

O governador provincial do Cuanza Sul, Eusébio de Brito Teixeira, exigiu, recentemente, um melhor desempenho dos quadros locais, alertando-os para a necessidade de produzirem ideias inovadoras tendo em vista o desenvolvimento da província.
Eusébio de Brito Teixeira fez este pronunciamento na abertura do primeiro encontro provincial de Quadros e Investidores, que decorreu no Instituto Nacional de Petróleos.
Na ocasião, referiu que os quadros não se devem limitar a concluir uma formação universitária e profissional, esperando daí um emprego imediato ou mesmo uma nomeação para cargos de direcção e chefia para se sentir valorizado ou respeitado.
No entanto, acrescentou, devem produzir ideias para que a província possa ter um desenvolvimento sustentável.
De igual modo, referiu ainda ser necessário que os quadros tenham, em primeiro mão, a responsabilidade de auto-preparação e valorização, procurando actualizar-se constantemente e, desta forma, identificar as oportunidades que possam ajudar a lançar-se no mercado de trabalho, seja por conta de outrem ou por sua conta. No contexto empresarial, referiu que actualmente é inevitável a relação do investidor com a banca, porém as exigências são maiores e, para tal, deve-se estar bem preparado e possuir credibilidade institucional acima da média com vista a obter um financiamento.
Por outro lado, frisou que a província tem um grande potencial para o desenvolvimento económico diversificado , temos com certeza pontos fortes que podem interessar aqueles que queiram investir na província.
Destes destacou a existência de quadros com formação superior, média e técnico profissional, grande extensão de terra arável para a agricultura familiar e industrial , existência de mar,rios,lagos, de áreas de recursos minerais , entre outros.