O lucro referente à actividade financeira do Banco Angolano de Negócios e Comércio (BANC), em 2013, demonstra a afirmação de uma instituição que se solidifica e busca um melhor enquadramento no sector
bancário angolano.

Em 2013, o Banc atingiu um resultado de 206,593 milhões de kwanzas, superior aos 46,081 milhões alcançados em 2012.
Conforme as demonstrações financeiras do banco, recentemente publicadas, a carteira de depósitos de 9,474 mil milhões de kwanzas apurada em 2012 foi ligeiramente superada em 2013, onde se atingiu o valor de
10,739 mil milhões.

De acordo com o documento a que o JE teve acesso, o Banc concentra em si o desafio de reforçar a sua carteira de provisão de créditos, assim como a de encargos com o pessoal. Os créditos disponibilizados estão na ordem de 4,608 mil milhões de kwanzas, acima dos anteriores 3,212 mil milhões de 2012.

Com fundos próprios estabelecidos em 4,309 mil milhões de kwanzas, o Banco Angolano de Negócios e Comércio está, neste momento, a observar uma expansão moderada, que deverá passar pela razoável cobertura com agências em Luanda e posterior alargamento às outras províncias.

As contas do Banc revelam também uma ligeira subida nas transacções efectuadas com vários clientes comerciais, o que serve para ilustrar a dinâmica na oferta de soluções vantajosas aos parceiros. Neste particular, contra os 1,892 mil milhões de kwanzas concretizados em 2012, houve em 2013 um acréscimo, fixando-se em 2,487 mil milhões.

Consolidado
O Banc foi inaugurado em Angola em 2007, contando, até finais do ano passado, com 13.800 clientes, 155 colaboradores, 20 balcões e cinco centros de empresas. A principal iniciativa desse ano visou a abertura dos centros, com entradas em Cabinda e Namibe.
Nesta altura, o produto bancário rondava os 13 milhões de dólares (1,2 mil milhões de kwanzas), enquanto os fundos próprios fixavam-se nos 29 milhões (2,8 mil milhões).

A evolução nos principais agregados monetários do balanço anual do Banc continua a ser demonstrativa de que a atractividade do segmento bancário é crucial para a concretização de vários planos. Apesar dos poucos anos de actividade, o Banc quer ser um actor na oferta de serviços e produtos da banca.

Internacionalização
Em 2013, o Banc abriu o escritório de representação em Portugal. Em 2014, está prevista a abertura na Namíbia.
O escritório de representação de Portugal não tem actividade comercial bancária. O objectivo é lançar um banco comercial no mercado português.

Segundo os responsáveis do banco, um estudo de viabilidade de mercado deve decidir se a aposta neste país recairá para a de retalho ou banca de investimento. O certo, para os gestores, é que o escritório de representação em Portugal é apenas “o primeiro passo da internacionalização na Europa, não sendo, por isso, o culminar do processo.

Para já, o escritório de representação funciona como um “portal” do Banc para o mercado europeu, uma vez que disponibiliza aos interessados e a todos quantos queiram entrarpara investir em Angola toda a informação aos clientes.

O Banc pretende transformar-se na primeira porta financeira para quem quiser, sejam portugueses ou não, porquanto a motivação dos responsáveis bancários é mesmo fazer da sua instituição uma plataforma de mobilização de investimentos e atracção de investidores.