Apesar do ambiente positivo e mais optimista que marca a trajectória actual da economia mundial, o encontro de 12 de Outubro do Conselho Internacional dos membros dos organismos de Bretton Woods (Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional), que Washingtown (EUA) acolhe, deverá centrar-se nos desafios e barreiras ainda persistentes em muitos mercados.
Dados obtidos pelo JE dão conta que “a actividade económica global parece mais brilhante este ano, mas que ainda há barreiras para
um crescimento sustentável”.
Por esse facto, o encontro de Outubro, onde Angola deve também fazer-se presente, foca-se na exploração de pontos fortes para a cooperação económica mundial, uma vez que até a falta disso impede o crescimento global, a estabilidade financeira e a harmonização regulatória.
No seu comunicado, o Comité organizador das “Reuniões de Primavera” avançam que vão discutir soluções para as vulnerabilidades estruturais persistentes, riscos sistêmicos para a estabilidade financeira e impedimentos à reforma regulatória que continuam a
afectar a recuperação pós-crise.
Angola, através dos ministérios do Planeamento e do Desenvolvimento Territorial, das Finanças e do Banco Nacional de Angola deve fazer-se presente ao evento para reforçar as estratégias adoptadas no encontro recente dos membros de África, na reunião
de Gaberone (Botswana).

Caucus africano
A secretária de Estado do Orçamento, Aia-Eza da Silva, chefiou, recentemente, a delegação angolana que participou de 3 a 5 de Agosto, em Gaborone, no Botswana, na reunião dos Ministros das Finanças e Governadores dos Bancos Centrais Africanos, denominada “Caucus Africano”.
O encontro decorreu sob o lema “Transformação Económica e Criação de Emprego: Uma Focalização na Agricultura” e visou fortalecer a voz dos representantes do continente em relação às questões do desenvolvimento sócio-económico, do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional.
O referido evento constitui uma oportunidade ímpar para os líderes africanos, nomeadamente ministros das Finanças, do Plano e governadores dos Bancos Centrais, apresentarem de forma conjunta as preocupações que afectam as economias do continente berço, tais como a construção de infra-estruturas e a industrialização
dos processos produtivos.
A participação angolana no “Caucus Africano”, deste ano, enquadrou-se na estratégia de o país fortalecer a relação com as instituições financeiras internacionais, como o FMI, Banco Mundial e o Banco Africano de Desenvolvimento, com vista a mobilização de apoios para as necessidades financeiras
do seu desenvolvimento.
No encontro foram discutidos temas como a “Política fiscal para o apoio da transformação agrícola em África”, “O papel do sector privado para o desenvolvimento tecnológico da agricultura”, “As cadeias de valor agrícola e criação de emprego sustentável para jovens e mulheres” e ainda “O aprofundamento e inclusão financeira para o apoio do desenvolvimento da agricultura”.
Criado em 1963, como Grupo Africano de Governadores do Grupo Banco Mundial e do FMI, o “Caucus Africano” é uma plataforma de concertação dos 54 países africanos para as reuniões do Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial.