A balança comercial de Angola teve, durante o terceiro trimestre de 2013, um saldo na ordem dos 10 milhões de dólares (mais de 970 milhões de kwanzas) como resultado do comportamento do preço do petróleo, principal produto de exportação de Angola.

O trimestre em análise, de acordo com a folha de informação rápida do Instituto Nacional de Estatística (INE), comparativamente ao período homólogo, registou um aumento do valor total das exportações em cerca de 4,94 por cento, enquanto no mesmo período em análise as importações registaram uma diminuição de 0,69.

Eis os principais parceiros das exportações de Angola durante o trimestre de 2013 nomeadamente: China com cerca de 43,54; Índia com 10,01; Estados Unidos da América com 9,79 e Espanha com 5,98 por cento; das importações para Angola durante o terceiro trimestre de 2013 foram: Portugal com 17,29; China com 11,98; Estados Unidos da América com 6,73; Brasil com 5,30 e África do Sul com 5,15 por cento. Constata-se que durante o mesmo período o maior volume de importações de Angola foi registado nos seguintes grupos de produtos: máquinas equipamentos e aparelhos com 23,03; combustíveis com 15,06; produtos agrícolas com 11,64; metais comuns com 11,14; veículos e outros materiais de transportes com 10,75; produtos alimentares com 6,80 por cento, entre os principais.

Resultado semestral
A balança comercial angolana teve no primeiro semestre de 2013 um saldo positivo de 20,937 milhões de dólares (mais de dois mil milhões de kwanzas), segundo dados originários do INE.

Nos primeiros seis meses de 2013, as exportações angolanas registaram um total de 33,521 milhões de dólares (mais de três mil milhões de kwanzas) e as importações alcançaram um total de 12,583 milhões de dólares (1,2 mil milhões de kwanzas), registando-se uma taxa de cobertura de 266,4 por cento.

Produção industrial
De acordo com os resultados do inquérito, o índice de produção industrial registou uma tendência de crescimento no terceiro trimestre do ano 2013 com relação ao período homólogo de 2012, na ordem dos 2,3 por cento.

Os bens de consumo foram os que tiveram maior crescimento comparativamente com os intermédios e os produtos de energia, na ordem dos 13 por cento, comparados com o trimestre homólogo do ano 2012.

O número de pessoas ao serviço assim como as horas trabalhadas neste período em análise, registram variações positivas de 5,4 por cento e 6,5, respectivamente, comparados com o trimestre homólogo do ano 2012.

Os índices foram calculados com base na informação recolhida dos estabelecimentos seleccionados. Todos os estabelecimentos declaram além das quantidades e do valor das vendas, o número de pessoal ao serviço, as horas trabalhadas, o volume de negócios e o valor das vendas dos bens produzidos.

A base fundamental para o cálculo dos índices são as quantidades dos produtos declarados e as horas trabalhadas.

Os indicadores resultam do inquérito à produção industrial realizado pelo INE a 428 estabelecimentos seleccionados a nível nacional, designadamente  nas províncias de Luanda, Cabinda, Benguela, Huíla, Kwanza-Norte, Kwanza-Sul, Malanje, Uíje, Huambo e Namibe. Destas, Luanda com 299 estabelecimentos representa 69,8 por cento do total da amostra. Os estabelecimentos incluídos têm 20 ou mais pessoas ao serviço e cobrem mais da metade de todos empregados do sector industrial.

O crescimento da indústria transformadora angolana terá permitido a diminuição da importação de alguns bens de consumo, mas terá contribuído, em certa medida, para o aumento das importações de bens de consumo intermédio e de equipamento (destaque para os aparelhos, máquinas industriais e ferramentas não especializadas), como se infere dos valores insertos no quadro que segue.

Os investimentos realizados empregaram 1.827 trabalhadores, alcançando uma cifra acumulada de 34.360 trabalhadores nos diferentes ramos da indústria transformadora.