Relançamento da indústria transformadora ganha espaço nos programas de desenvolvimento económico empreendidos pelo Executivo angolano

A diversificação da economia que o Executivo angolano tem vindo a apostar está a surtir os resultados desejados, em termos de índices de crescimento do sector não mineral, com maior destaque para o industrial. Este ficou praticamente paralisado durante o conflito armado devido à degradação das suas infra-estruturas e à falta de investimentos.

O relançamento da indústria transformadora começou a ganhar espaço nos anos 2000, quando o Executivo decidiu apostar na revitalização da indústria metalúrgica, de alumínio, petroquímica, refinação, alimentícia, bem como a de materiais de construção.

Segundo o ministro da Geologia e Minas e da Indústria, Joaquim David, até finais deste ano, o sector industrial irá crescer cerca de 15 por cento, o que comparado aos países desenvolvidos é bastante positiva. Para o titular da pasta da indústria, que falava no final de uma visita de campo realizada no dia 9 de Novembro, no Pólo Industrial de Viana (Luanda) e na localidade de Bom Jesus (Bengo), este crescimento representa o incentivo que o Governo tem dado aos investidores e empresários para realizarem os seus projectos económicos.

“A taxa de crescimento da indústria este ano (2010) já está à volta dos 15 por cento. Embora sejam índices, é bom, comparado com os índices de crescimento ao nível mundial, onde os países desenvolvidos estão a ficar contentes com índices de 2 a 3 por cento”, afirmou Joaquim David, para quem Angola teve um passado diferente, e urge a necessidade de se continuar a trabalhar para eliminar o desemprego e contribuir igualmente para a redução da pobreza. Apesar dos 35 anos de Independência, o governante sublinhou que Angola ainda é um país jovem, com uma economia ainda muito concentrada na produção do petróleo e do diamante. Mas ainda assim, Joaquim David salientou que a diversificação da economia angolana permitiu ao país obter marcas com valor e qualidade testada a nível internacional, tendo destacado a cerveja nacional Cuca, uma marca angolana que já tem mercado para a sua exportação.

Bebidas em alta

O titular da pasta sublinhou que no programa de diversificação da actividade industrial e de criação de unidades fabris, o sector de bebidas está na “vanguarda”, com um dinamismo e eficiência satisfatórios, numa altura em que o mercado angolano apresenta várias oportunidades neste segmento. O governante informou que a produção nacional atinge, actualmente, os cerca de 70 por cento do consumo, o que constitui motivo de orgulho.

O ministro da Geologia e Minas e da Indústria frisou que o Executivo também tem estado a apostar para que no país renasçam indústrias ligadas ao ramo alimentar, materiais de construção, com destaque para os cimentos e cerâmicas, além da indústria petroquímica, para a produção de fertilizantes em investimentos entre um a dois mil milhões de dólares norte-americanos.

No domínio dos recursos minerais, Joaquim David informou que o Executivo pretende, através de parcerias público-privada, fazer o aproveitamento da bauxite para a refinação e fabricação de alumínios.

“O Governo aprovou instrumentos bastante agressivos no domínio da indústria mineral e da metalúrgica, para o lançamento da indústria do ferro de Cassinga (Huíla) e de cobre no Norte do país”, anunciou.

Pólos industriais

O ministro anunciou o arranque das obras dos pólos do Fútila (Cabinda), Caála (Huambo), tendo asseverado que o Executivo está a trabalhar para o financiamento dos pólos de Lucala (Kwanza-Norte) e do Soyo (Zaire). Joaquim David mostrou-se satisfeito com o grau de crescimento que o pólo de Viana (Luanda) tem estado a registar dado

à missão que o mesmo poderá desempenhar na região de Luanda, uma zona em expansão.

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