Parte dos activos de algumas seguradoras e de Fundos de Pensões poderá, em breve, ser utilizados para o financiamento à economia.
A operação deve ocorrer no quadro da estratégia delineada entre a Agência Angolana de Regulação de Seguros (ARSEG) e a Comissão do Mercado de Capitais (CMC) de diversificação dos canais de financiamento às empresas e em particular para aquelas com organização e capacidade de serem cotadas em Bolsa.
De acordo com o director do Gabinete de Desenvolvimento do Mercado da Comissão de Mercado de Capitais - (CMC), Wamilson Rangel, a CMC está a aproximar os empresários que necessitem de capital aos produtos disponíveis como alternativa dos meios habituais, como é o caso do empréstimo junto dos bancos comerciais.
Wamilson Rangel interveio no workshop sobre “Financiamento das Empresas via Mercado de Capitais,” organizado pelas duas entidades e que juntou na Mediateca de Luanda, um público diferenciado de seguradoras, banca, empresários e estudantes de diversos cursos e níveis de ensino.
Na ocasião, falou das principais vantagens do financiamento via mercado de capitais, bem como os procedimentos e pressupostos que devem ser cumpridos pelos interessados.
Dados da Arseg dão conta de oito (8) entidades gestoras que administram 32 Fundos de Pensões e dispõem de activos na ordem dos 150 mil milhões de kwanzas (cerca de 416 milhões de euros). Avançam que os Fundos de Pensões em Angola têm mais de 60 por cento dos activos concentrados em depósitos bancários e menos de 10 por cento investidos em obrigações e acções de empresas.

FMI aprova desempenho

As reuniões entre a missão do corpo técnico do Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Executivo angolano prosseguem, nas próximas semanas, em Washington D.C, na sequência da jornada que iniciou a 20 de Março, em Luanda.
Durante a estadia em Washington, a delegação de Angola participará ainda nas Reuniões de Primavera das Instituições de Bretton Woods, que decorrem entre os dias 8 e 14.
Esta semana, o chefe da delegação do FMI, Mário  Zamaroczy, manifestou-se esta semana, em Luanda, satisfeito pela implementação do programa de assistência financeira, gizado com as autoridades angolanas, apesar de aconselhar uma maior cautela em relação à divida pública.
Mário  Zamaroczy, que chefia a delegação do Fundo Monetário Internacional nesta visita de avaliação ao país, iniciada desde  dia 22 deste mês, considerou a dívida pública angolana elevada, porque até finais do ano em curso, pode atingir 90 por cento do PIB. Actualmente, a dívida pública angolana está acima de 71 por cento do PIB, com valores na ordem de 78,5 mil milhões de dólares.
O responsável, que falava à imprensa no final de um encontro com a 5ª comissão de Economia e Finanças da Assembleia Nacional, recordou que Angola e o FMI têm um programa de  financiamento avaliado em 3,7 mil milhões de dólares, já aprovado pela Administração do Fundo em Dezembro de 2018.