A Taxa de penetração de seguros mantém-se abaixo de 1,0 por cento e os indicadores oficiais apontam como principal factor a crise financeira, com maior adesão para os seguros de automóvel, saúde e acidentes de trabalho. Os dados-referência foram avançados por Celestino Pelé, que falava esta semana, numa conferência de imprensa de apresentação da 1ª Convenção de Mediação de Seguros, numa promoção da Royal Seguros. “Angola enfrenta uma profunda crise económica, com o poder de compra reduzido das famílias, a tendência é cortar nos gastos. E o seguro ainda é considerado como um gasto não prioritário, quer para as famílias como para as empresas”, salientou. A primeira convenção de seguros, acontecerá no dia 22 de Novembro, em Luanda, e prevê viabilizar o aumento da penetração na actividade seguradora bem como capacitar quadros e impulsionar a actividade no mercado de seguros.

Formação
No mesmo encontro, o presidente da Royal Seguros, Edgar Massala, informou que a Associação dos Mediadores e Correctores de Seguros de Angola (ASAN) pretende formar, a partir de 2020, mais de dois mil agentes de mediação de seguros. Considerou na ocasião, que o mercado de seguros está cada vez mais competitivo e exigente, devido ao aumento das expectativas das seguradoras a operar no país, pelo que os mediadores tendem a evoluir e acompanhar essa dinâmica. E a convenção de seguros é também para despertar o jovem angolano a ver no ramo de mediação de seguros uma oportunidade de negócios pouco explorado”, disse.
Encontram-se a operar no país 27 seguradoras dos segmentos “vida” e “não vida”. A par deste evento, vai também em breve acontecer o tradicional fórum sobre o sector de seguros, que é uma promoção de um dos títulos económicos privados. Ao que se vê dos dados, apenas os seguros obrigatórios apresentam taxas de cobertura um pouco acima da média.