A medida de encerramento de agências bancárias e as perspectivas de redimensionamento dos recursos humanos que os bancos comerciais estão a tomar como medida para a contenção de custos, não deve ser efectivada sem o diálogo prévio com os funcionários.
Segundo o secretário para as finanças do Sindicato Nacional dos Empregados Bancários de Angola (Sneba), Sebastião Mendes, a problemática do redimensionamento de efectivos ou despedimentos, que as administrações bancárias públicas estão a efectuar, fere os princípios laborais. “E a direcção do Sneba, consciente do seu papel e responsabilidades e de legítimo representante dos trabalhadores bancários, entende que a implementação de medidas extremas, não deve ser efectivada sem dialogo prévio”, disse o responsável.
Segundo o secretário, que falava no discurso de abertura do 43º Aniversário a tomada da banca, é de conhecimento do sindicato que estão em curso processos de reestruturação e fusões de bancos, por isso, apela aos interventores destes processo a não visarem os vulneráveis trabalhadores.
“Tão logo, a direcção do sindicato usará todos os meios ao seu alcance, incluindo o recurso e apelo ao chefe do Executivo para a resolução desse problema” disse.
Por essa razão, o sindicato entende que a redução dos custos não pode incidir simplesmente nos cortes por baixo, enquanto se assiste ao aumento vertiginoso do número de membros dos órgãos sociais nos respectivos bancos, como novos administradores e o arrendamento de imóveis
com custos muito elevados.
No entanto, a direcção do Sneba aconselha as administrações dos bancos públicos a primarem pelo investimento em património, como forma de redução a curto prazo os referidos custos.
Sebastião Mendes explicou também, que o secretariado executivo nacional do Sneba, entende que as políticas de gestão de recursos humanos não se compadecem com posturas draconianas dos gestores de sociedades contemporâneas, sobretudo, daqueles que representam o Estado como pessoa do bem.