A Sociedade de Desenvolvimento Agrícola da Matala (Sodemat) solicitou que os camponeses locais reduzam a produção de tomate enquanto não é reactivada a fabrica de concentrado da comuna de Capelongo, naquele município. O presidente do conselho de administração da Sodemat, Cipriano Ndulumba, declarou à imprensa que, devido à paralisação da fábrica de concentrado de tomate, toda a produção do campo acaba por se estragar, causando enormes prejuízos aos agricultores. “O tomate só será produzido em grande escala quando nós tivermos pronta a fabrica de concentrado de tomate. Enquanto não acontece, demos uma orientação técnica aos produtores para reduzirem a produção, pois, por estarmos situados numa zona bastante distante dos centros urbanos, é preciso muito cuidado ao lidar com este tipo de culturas” , disse. O responsável lamentou o facto de se estarem fazer poucos investimentos no Perímetro Irrigado da Matala que, se for bem aproveitado, oferece condições para pôr em funcionamento as fábricas de transformação e, dessa maneira, contribuir para a redução das importações de alguns produtos. Montada em 1960, a actividade da unidade fabril da Matala foi interrompida em 1980. Em 2009 beneficiou de uma reabilitação mas, devido à crise que assolou o país, os trabalhos não avançaram. Quando for recuperada, a unidade de processamento e transformação de tomate terá uma capacidade de produção de 12 mil toneladas/ano e será uma saída para as enormes quantidades do produto que se deterioram.