Se até poucos anos ainda ir a um balcão era tarefa habitual e rotineira entre os clientes das diferentes instituições financeiras, a verdade é que esta é uma realidade que tem vindo a mudar consideravelmente.
Fruto de uma forte aposta nas tecnologias e nos conceitos de transformação digital ao longo dos tempos, a banca tem sido dos sectores considerados a utilizar mais a tecnologia digital. A verdade é que existem, actualmente, novas formas de aceder ao banco sem necessidade, sequer, de sair de casa.
E estas novas ofertas têm vindo a conquistar cada vez mais utilizadores em Angola pelo que não é de estranhar que o crescimento da adopção da banca digital é, efectivamente, um dado adquirido.
Na reportagem feita pelo Jornal de Economia e Finanças os clientes, que já fazem o uso dos novos aplicativos, dizem só ter vantagens até porque o acesso à internet também melhorou.
Segundo uma pesquisa, os números mais recentes do estudo realizado pela Juniper Research, “Retail Banking Digital Transformation & Disruptor Opportunities 2017-2021”, aponta que até 2021, um em cada dois adultos deverá passar a aceder a serviços financeiros através de dispositivos móveis, como é o caso dos smartphones, tablets, PC ou smartwatches. Feitas as contas, são qualquer coisa como três mil milhões de
utilizadores globalmente.
Assim sendo, significa que um em cada dois adultos em todo o mundo vai passar a utilizar tudo o que tenha que ver com banca digital ao longo dos próximos cinco anos, representando um crescimento de 53 por cento face à realidade que temos actualmente à nível mundial.
Um outro dado apontado pelo mesmo estudo, e que vem reforçar claramente a necessidade de digitalização da oferta, diz respeito ao facto de se prever que a utilização dos serviços digitais continue a aumentar, com os clientes a optarem cada vez mais por instituições bancárias que tenham a capacidade de disponibilizar serviços digitais rápidos e multicanal.
E às quantas andámos em Angola? Esta pergunta de partida que serviu de mote a nossa reportagem, embora não existam dados mais recentes, confirma que internamente já são muitos os utilizadores e que as instituições cada vez mais apostam nestes canais para diminuir filas e aumentar a eficácia dos serviços bancários.
Assim, ver o saldo da sua conta no telemóvel ou ditar para o relógio um novo dado bancário pareciam cenas saídas de um filme. O futuro já chegou e seja bem-vindo à era das APP bancárias.
Com a abertura de um balcão digital em meados do ano passado, o Banco Millennium Atlântico (BMA) deu início a um processo que deverá atarefar a maioria se não todos os bancos nacionais. Ainda assim, os bancos BFA, BCI, Sol, BIC, BAI, BE e o Standard Bank têm feito campanhas para a adesão dos clientes aos seus serviços de internet banking que são na fase primária da banca digital.