A agência de notação financeira Standard & Poor’s considera que a economia de Angola vai crescer 2 por cento este ano, acelerando depois para uma média de 3 por cento, ultrapassando a recessão de 1,0 por cento em 2018, que durava desde 2016.
“Estimamos que a actividade económica se tenha contraído 1,0 por cento em 2018, motivada pelo declínio da produção de petróleo, depois de contracções de 2,6 por cento em 2016 e de 0,1
em 2017”, lê-se no relatório.
Na análise, a S&P estima que as reformas lançadas pelo Executivo angolano, liderado por João Lourenço continuem, principalmente depois do acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), o que deverá “sustentar uma aceleração do crescimento económico para 3 por cento a médio prazo”.
Sobre o petróleo, que “continua a ter um papel muito dominante na economia de Angola”, os analistas da S&P liderados por Ravi Bathia assumem que o preço médio por barril descerá para 55 dólares neste e no próximo ano, o que compara com um valor à volta dos 72 dólares no ano passado, o que prejudica as finanças de Angola, que dependem do crude para 25 por cento do PIB, 95 por cento das exportações e 65 por cento da
receita fiscal no ano passado.
“A produção petrolífera caiu cerca de 8 por cento para 1,5 milhões de baris por dia, no ano passado, comparado com os 1,6 milhões de 2017, devido a alguns problemas técnicos e à maturação dos poços petrolíferos, e o sector não petrolífero também cresceu menos do que o esperado”, nota a S&P.
De acordo com os indicadores que se podem vislumbrar nas contas feitas pelos especialistas de uma das mais renomadas agências de notação do risco financeiro mundial, apesar dos constrangimentos causados com a queda do preço do Brent, Angola vai sair-se bem.