Os dados divulgados pela área de Estudos Económicos e dos Mercados Financeiros do Banco Angolano de Investimentos (BAI), esta semana, situou o stock da dívida externa angolana em 48 mil milhões de dólares, numa subida de 2,0 por cento.
De acordo com a fonte, dados do Banco Nacional de Angola posicionam em 47,8 mil milhões a dívida no mês de Junho, contra os 46,9 mil milhões, em finais de 2018. Incluindo os valores atrasados, o stock da dívida foi posicionado nos 48 mil
milhões de dólares.
Em Maio, o ministro das Finanças, Archer Mangueira, declarou terem sido já certificados, até aquela data, 170 acordos de regularização de dívidas, acrescentando que os pagamentos têm sido executados à medida da disponibilidade da tesouraria.
Aos deputados, o ministro pediu que não se deturpem as suas afirmações. Archer Mangueira informou que a dívida pública representa um total de 22 biliões de kwanzas. Deste montante, disse, 79.7 por cento corresponde à dívida governamental e o restante à dívida empresarial, essencialmente dívida externa de duas empresas, nomeadamente a Taag e a Sonangol,
e emissões de garantia.
O ministro explicou ainda que dos 79.7 por cento da dívida governamental, 40 por cento é interna. O rácio dívida pública /Produto Interno Bruto (PIB) representa agora 84,8 por cento. Archer Mangueira falou de algumas acções em curso para alteração da actual trajectória da dívida pública, além de outras actividades para manter o processo de consolidação fiscal.
O dirigente disse, entretanto, que o crescimento da dívida resultou da necessidade de o Executivo emitir instrumentos de dívida e de contrair dívida externa para fazer face à queda das receitas.
“As receitas desceram a um nível superior a 70 por cento e as despesas para 30 por cento, criando um desequilíbrio fiscal brutal, que levou o Estado a emitir títulos de dívida no mercado doméstico e contrair financiamento externo para fazer face a alguns projectos prioritários à vida das populações”, disse.