A agência de notação financeira Moody’s retirou Angola da lista de países cuja qualidade do crédito é mais vulnerável aos fatores climatéricos, essencialmente devido à saída das pessoas da pobreza extrema e das zonas rurais.
“O crédito soberano de Angola permanece vulnerável devido ao impacto projetado das mudanças climatéricas nos rendimentos das colheitas de arroz, trigo e milho, nas cheias e também devido à evidência histórica de um número relativamente elevado de desastres naturais”, escrevem os analistas da Moody’s.
O relatório da Moody’s é uma atualização da análise sobre a suscetibilidade de um país a eventos de risco climatéricos, baseado na abordagem apresentada em 2016, que constata que há 39 países nestas condições, 17 dos quais em África e os restantes 12 na Ásia.
“Angola também tem níveis baixos de rendimento e uma capacidade limitada de resposta a choques, mas a sua dependência do setor agrícola é baixa e a sua suscetibilidade geral a riscos de mudanças climatéricas diminuiu porque a avaliação no índice melhorou, alicerçada por um declínio da população rural e em situação de pobreza”, escrevem.
A ‘Perspetiva de Evolução’ do ‘rating’ subiu para ‘Estável’, uma semana depois de ter assinado com o FMI um Instrumento de Coordenação de Políticas, e de a agência S&P ter melhorado o ‘rating’, e na mesma semana em que o Minfin apresentou aos investidores a intenção de lançar uma emissão de dívida de dois mil milhões de dólares em Maio.