A revista financeira “The Banker”, na sua edição do mês de Maio, recentemente publicada, dá grande destaque ao crescimento imparável dos vários indicadores da economia angolana, onde realça a subida das reservas internacionais líquidas, a fixação da inflacção em níveis de um dígito (nove por cento) até ao posicionamento do país como a quinta maior economia do continente, atrás apenas da África do Sul, Nigéria, Egipto e Argélia, respectivamente.

No seu caderno “The Banker-Special report”, esta que é uma das mais modernas e especializadas publicações sobre economia e finanças mundiais destaca, igualmente, o facto de Angola ter conseguido atingir níveis de produção petrolífera, principal produto de exportação, que colocam como um dos fornecedores do crude de maior relevo.

Neste particular, as suas exportações são destinadas para a China (38 por cento), EUA (14), Europa (14), India (11), seguindo-se Taiwan e Canadá, ambos com nove por cento cada, restando ainda seis por cento para outros destinos. No continente, Angola tende mesmo a superar a forte concorrência da Nigéria, outro gigante mundial, no que diz respeito à produção por barril, prevendo fixar a sua produção até 2017 em dois milhões de barris/dia.

Cenário favorável
O crescimento nominal do produto interno bruto, além de uma certa estabilidade alcançada nas taxas de câmbio da principal moeda externa de troca - o dólar- ante o kwanza, apresentam-se também como motivo do mérito que a revista atribui às conquistas do Executivo angolano.

Outro facto de grande relevo para a “The Banker” está no facto de a economia real do país progressivamente superar os 3.1 por cento de 2011 para os 7.9. A previsão para os próximos dois anos é de 8.7 e 8.1 por cento, respectivamente.

Outras referências da “The Banker” são as políticas macroeconómicas, paras as quais, tomando como base de análise medidas recentes do Banco Nacional de Angola, abrem um cenário bastante favorável e um alinhamento perfeito com o programa nacional de diversificação da economia. Daí que, refere a avaliação da revista, de 2007 até 2012, tenha sido possível uma diminuição substancial do peso do petróleo na composição do PIB e uma subida significativa de sectores como agricultura, diamantes, construção e outros serviços.

“O Governo angolano merece elogios pelas reformas macroeconómicas introduzidas desde o surgimento da crise em 2009. Todavia,  esforços são necessários para que se consiga modernizar a economia e ultrapassar-se os vários constrangimentos que impedem a concretização dos negócios e assim sejam atraídos mais investimentos estrangeiros”, lê-se.