Os bancos de Fomento Angola (BFA), Internacional de Crédito (BIC) e o de Poupança e Crédito (BPC) continuam no “top 3” dos maiores em termos de clientes.
De acordo com um levantamento recente feito pelo JE junto de relatórios e press release destes três “players” da banca, dos pouco mais de seis milhões de angolanos com conta bancária, conforme últimos dados do BNA, o BPC, com 2,2 milhões, o BFA, com 1,5 milhão, e o BIC, com 1,3 milhão, totalizam, só entre si, cinco milhões de clientes bancarizados até finais de 2016.
Em termo de balcões, o BPC com 421; o BIC com 226 e o BFA com 191, até ao mesmo período, agregavam 838 das 1.600 agências e postos de atendimento disponíveis
no mercado em 2016.

Dados do banco central
O governador do BNA, Valter Filipe da Silva, disse, recentemente, à margem de uma actividade organizada pelo banco central, que o sistema financeiro angolano conta, actualmente, com 30 instituições bancárias autorizadas e 29 em funcionamento. A taxa de bancarização, em Dezembro de 2016, era de 59 por cento, sendo que o sistema bancário totalizava um valor superior
a seis milhões de clientes.
Conforme os dados do BNA, em Dezembro de 2016, o mesmo sistema bancário apresentava um volume de negócios superior a 10 mil milhões de dólares; o crédito total à economia correspondia a três mil milhões de dólares e o crédito vencido sobre o crédito total representava cerca de 25.37 por cento.

Julho de 2017
Os dados do último Comité de Política Monetária do BNA dão conta de que no mês de Julho de 2017, a taxa de inflação mensal, medida pelo índice de preços no consumidor da província de Luanda, publicada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), foi de 1,77 por cento, contra 1,58 por cento no mês anterior e 35,30 por cento em Julho de 2016. Assim, a inflação dos últimos doze meses situou-se em 29,01 por cento, contra 31,89 por cento no mês anterior e 35,30 por cento no período homólogo de 2016, o que reflecte o curso descendente da inflação homóloga iniciado em Janeiro de 2017.
De acordo com dados preliminares das contas monetárias, no mês de Julho de 2017, o Crédito à Economia aumentou em 1,75 por cento, enquanto que o Crédito Bruto ao Governo Central (titulado e não titulado) diminuiu em 0,96 por cento. Neste mesmo período, os Depósitos do Governo no Sistema Bancário aumentaram em 9,85 por cento.
Os Meios de Pagamentos representados pelo agregado M2 diminuiram em 0,86 por cento em Julho de 2017 e em 5,87 por cento nos últimos 12 meses. A Base Monetária Restrita em moeda nacional contraiu 3,44 por cento em termos mensais e 16,10 por cento nos últimos 12 meses.