A Sonangol, a ENI e a TOTAL apresentaram propostas para a exploração petrolífera das bacias marítimas do Namibe e de Benguela.
Esta informação foi conhecida esta semana, em Luanda, no decorrer da cerimónia da abertura das propostas recebidas no âmbito do concurso internacional de licitação para a exploração petrolífera das bacias marítimas do Namibe e de Benguela, lançado no mês de Setembro pela Agência Nacional de Petróleo,Gás e Biocombustíveis.
O júri, presidido por Hermenegildo Buila (ANPG), e composto também por Cármen Canjungo (Ministério dos Recursos Minerais e Petróleos) e Pedro Marques (Ministério das Finanças), validou três das quatro propostas registadas, sendo os concorrentes a Sonangol EP, a italiana ENI e a francesa TOTAL. A quarta concorrente, Pago Technical Group, Lda., viu a sua proposta condicionada por inconformidades detectadas no preenchimento dos formulários.
A partir de agora segue-se a qualificação das empresas e a avaliação das propostas até ao próximo dia 28 de Dezembro.
A abertura das propostas marca o início do processo negocial, que culminará com a assinatura dos Contratos de Concessão no dia 30 de Abril de 2020.
Recorde-se que enquanto concessionária nacional, cabe à ANPG a materialização do Decreto Legislativo Presidencial 52/19, de 18 de Fevereiro, que aprova a Estratégia para a Atribuição de Concessões Petrolíferas no período 2019-2025, sendo que o concurso para a exploração das bacias marítimas do Namibe e de Benguelacontempla 10 blocos, com uma área de aproximadamente 55.387,88 km.
Este concurso realiza-se num contexto internacional altamente competitivo na indústria petrolífera mundial, que assistiu em simultâneo a licitações petrolíferas num vasto conjunto de países, factor que aumentou significativamente a concorrência directa pelos recursos
financeiros disponíveis.
Refira-se que esta licitação representa uma valiosa oportunidade para solidificar o conhecimento geológico das duas bacias em concurso e para contornar o grande desafio para a promoção das áreas de fronteira, que é a falta de investimento na pesquisa e na prospecção.