As medidas mais recentes do Governo de Angola, sobre a isenção de vistos, têm em perspectiva a promoção do turismo nacional e aumento do volume de negócios com países africanos e de outros continentes. Neste sentido, entrará em vigor, a partir de 30 de Março, o Acordo de Isenção de Vistos de Curta Duração entre Angola e países como o Botswana, Ilhas Maurícias, Seicheles e Zimbabwe (África) e Singapura (Ásia).
O acordo prevê a permanência e trânsito de cidadãos com a finalidade de turismo ou negócio, até 30 dias, por entrada e 90 dias por ano a contarda primeira entrada no país.“Angola isenta vistos de turismo para estadia até 30 dias por entrada e 90 dias por ano a quatro países do continente africano e um da Ásia, com base no princípio de reciprocidade diplomática”, disse recentemente o Chefede Estado angolano, João Lourenço.
 Desde o mês de Dezembro, Angola já aplicou idênticas isenções recíprocas em acordos com a África do Sul e Moçambique. Além destas isenções de visto, refere a informação do Ministério das Relações Exteriores angolano, o mesmo diploma assinado pelo Presidente angolano estabelece “procedimentos de simplificação dos actos administrativos para concessão de visto de turismo” a cidadãos de mais 35 países. Serão ainda abrangidos por esta medida nove países africanos, dentre eles o Lesoto e Madagáscar.

Na Europa, a medida será aplica a todos os países da União Europeia, além da Noruega, Reino Unido, Islândia, Mónaco, Rússia, Suíça e Vaticano. Países da América como Estados Unidos, Brasil e Canadá também constam dos beneficiados por este processo de simplificação da emissão de vistos. No Continente Asiático fazem parte igualmente dos acordos os Emirados Árabes Unidos, Índia, China e Japão. Angola começa a trilhar o caminho certo, rumo à sua inserção no seio da comunidade de países com livre circulação, como factor impulsionador da economia, por via da promoção do turismo, e atracção de investimentos para os mais diversos sectores e tudo passa necessariamente pela abertura de Angola ao mundo.

E nesta edição na rubrica a “Voz do Cidadão”, o JE procurou junto dos cidadãos colher opiniões à respeito da decisão da nova governação. E o que se constatou é que, entre alguns receios e dúvidas, todos são da mesma opinião que está mais do que na hora do país abrir-se ao mundo por ser a melhor forma de realmente conseguirmos desenvolver mais rápido. “Nada mal, apesar de que eu particularmente preferia que nos virássemos mais para a Europa ou a América do Sul, que são países que o “know-how” pode ser mais benéfico para esse momento crucial que Angola enfrenta”, disse um dos entrevistados.