Atarefa de mudar o quadro de resultados nas empresas e institutos públicos tutelados pelo Ministério das Finanças está no centro das razões das mudanças efectivadas, recentemente nos vários conselhos de administrações. Uma das mais visíveis evolução nesses processos é a injecção de “sangue novo” na direcção das empresas sem perder-se de vista a competência técnica e tecnológica dos nomeados. Eram 14h14, depois de ter assinado os termos de posse, a ministra Vera Daves de Sousa ouviu o juramento solene de 19 do total de 24 gestores presentes ao acto (os cinco gestores do Banco de Comércio e Indústria - BCI apenas foram para asua apresentação pública). Ao dirigir-se aos nomeados, Vera Daves pediu que ponham todos o seu saber ao serviço do público e da economia. “Não percam de vista, nem por um minuto, que a vossa responsabilidade é individual, mas o vosso trabalho é colectivo”, expressou. O novo presidente do Conselho de Administração da ENSA, Carlos Arménio de Almeida Duarte, vai fazer, nos próximos 100 dias, um diagnóstico sobre a condição real dos negócios. A preocupação é melhorar a comunicação com os parceiros e o público. Contratado na Nossa Seguros, onde exerceu o cargo de presidente do Conselho de Administração, o gestor promete continuar a liderar o mercado de seguros e servir melhor a carteira de clientes com uma Ensa mais versátil, actuante e à altura das exigência do seu público. Replicar sucessos anteriores Carlos Duarte vai procurar replicar o sucesso que teve na empresa privada onde trabalhou para as operações da seguradora pública. “Vamos calendarizar e acordar com todos os intervenientes e daqui para frente trabalhar, porque é muito prematuro falar da empresa enquanto não tomarmos contactos com a mesma”, disse. O director-geral do Serviço Nacional de Contratação Pública (SNCP), Saidy dos Santos Fernando, assume ter conhecimento do sector e o diagnóstico permanente que se precisa. “Nesta altura, é a alteração ao quadro problemático existente que nos move. Temos um instrumento chamado “Plano Estratégico da Contratação Pública” no qual há um conjunto de medidas já definidas. Poderemos alterar uma ou outra medida, um ou outro procedimento, mas na prática é jogar e concretizar toda a orientação emanada pela Ministra das Finanças”, explicou. Uma outra acção que Saydi Fernando diz levar em linha de conta tem que ver com a necessidade de identificar-se o comportamento das identidades públicas contratantes bem como o desempenho dos fornecedores do Estado. Segundo ele, o objectivo é fazer com que o mercado da Contratação Pública seja de confiança e eficiente, e da parte do Estado haja poupança, maior concorrência e transparência.