A Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) divulgou o 2019 Global Innovation Index (Índice de Inovação Global de 2019, em tradução livre), que mede os níveis de inovação de 126 economias com base numa série de critérios, que vão desde a sofisticação dos negócios até níveis de gastos com educação e produção criativa.
O índice deste ano descobriu que o movimento de transformação e crescimento está florescendo apesar da desaceleração económica global, particularmente na Ásia. No geral, a Suíça lidera o ranking de 2019, com uma pontuação de 67,24 em 100. Pela nona vez, o país é o líder mundial em inovação.
Em 2018, a Holanda ficou em segundo lugar, mas este ano foi desbancada pela Suécia e caiu para a quarta posição. O top 3 é completado pelos Estados Unidos, com pontuação de 61,73. A última edição foi especialmente notável para a China que, pela primeira vez, conseguiu ficar entre os 20 primeiros colocados, no 17º lugar.
Agora, o aumento dos níveis de inovação na Ásia fez com que o país melhorasse ainda mais a sua posição, subindo, em 2019, para o 14º lugar. A Índia tem crescido no ranking desde o ano passado. Nesta edição, saltou cinco posições para se tornar a 52ª nação mais inovadora.
O director-geral da OMPI, Francis Curry, disse que “a ascensão de potências económicas como China e Índia no índice transformou a geografia da inovação, e isso reflete em uma acção política deliberada para promover as transformações”. Infelizmente, ser inovador é simplesmente impossível para algumas economias. Há diversas razões, particularmente a instabilidade política e conflitos. Este ano, os países com classificação mais baixa no índice foram Níger (18,13), Burundi (17,65) e Iêmen (14,49).

Coragem para investir


Iniciativas lideradas pelo sector privado e actores independentes em nível local são vistas como cruciais para o desenvolvimento do ecossistema de inovação do Brasil, e Lanvin, do Insead, argumenta que essa deve ser uma área importante de atenção para o Governo.
“É muito claro que, quando investe em inovação, investe no futuro. Isso tem que acontecer precisamente em períodos em que a economia está lenta e não há crescimento. Pelo viés futurista, essas medidas são de difícil implementação por parte de políticos eleitos”, observa o especialista.
“Quando sabe que há pessoas morrendo por conta da pobreza e sofrendo com as desigualdades, é difícil aceitar que o financiamento da inovação não resolve os problemas de hoje, mas os desafios de amanhã -isso exige muita coragem dos líderes”, diz.
Lanvin completa: “Esse tipo de coragem tende a emergir de forma mais sistemática a nível local do que no espectro governamental. E, se houvesse políticas para apoiar a inovação, a vida de todos seria muito mais prática e o caminho para construir um potencial inovador seria desobstruído”.
Veja abaixo os 12 países mais inovadores do mundo em 2019. As notas foram determinadas com base em factores como negócios, sofisticação, nível de pesquisa humana e de capital, além de resultados criativos.