Os bons desempenhos dependem do grau de engajamento e do comprometimento das pessoas. Para estimular as atitudes engajadas e comprometidas a empresa precisa promover o conhecimento e a compreensão de todos sobre os objectivos planeados, sobre os resultados a serem atingidos, sobre como cada um poderá contribuir para que os planos sejam concretizados e os objetivos alcançados. Essas acções criam significado para o trabalho, despertam interesse e estimulam o envolvimento das pessoas.
Quando as pessoas compreendem claramente o que deve ser feito, como e porque deve ser feito, quando elas conseguem enxergar o futuro a ser conquistado com a sua participação, a importância do seu trabalho cresce.
Segundo Senge, a existência de um objectivo comum, concreto e legítimo, conhecido e compartilhado, motiva as pessoas a empreender esforços para alcançar esse objectivo, não por obrigação, mas por livre e espontânea vontade.
Embora seja comprovado que as empresas que praticam o alto envolvimento das pessoas são mais eficientes, essas práticas são incomuns, porque as organizações ainda são estruturadas de forma burocrática, para manter a hierarquia e o controlo interno. Muitas vezes o próprio corpo directivo é resistente ao envolvimento das pessoas, mesmo sabendo que isso traz significativas melhorias de desempenho.
Canalizar a energia e os esforços das pessoas na mesma direcção e sentido potencializa o alcance dos resultados e objectivos organizacionais. Em se tratando de gestão de empresas e pessoas, se os líderes e as suas equipas estiverem alinhados na mesma direcção e sentido, o desempenho colectivo alcançará a sua capacidade máxima.