A adocracia ajuda a regular sistemas débeis na medida em que ela encerra em si técnicos de alta competência com a missão de refundar uma determinada organização. O termo foi criado por Warren Bennis e enquadrado na teoria geral das organizações.
Segundo Alvin Toffler, a  adocracia é um sistema temporário variável e adaptativo, organizado em torno de problemas a serem resolvidos por grupos de pessoas com habilidade e profissões diversas e complementares, que se constituem em departamentos tradicionais para melhorar as empresas. A palavra teve origem nas forças-tarefas (task-forces) militares para enfrentar situações de forma rápida.

Toffler, por sua vez, estabeleceu que no futuro a sociedade será extremamente dinâmica e mutável e as organizações que quiserem sobreviver terão que ser inovadoras, temporárias, orgânicas e antiburocráticas. Outras referências definem o termo como a organização baseada em projectos, uma alternativa para a antiga organização departamental, baseada na divisão racional do trabalho e para a intermediária organização matricial, que juntaria elementos da departamentalização com a gestão de projectos.
A característica central da adocracia são os grupos e equipas cooperativos que resolvem problemas e desempenham o trabalho. As posições e as tarefas não são permanentes e as formas organizacionais de resolução são livres. Ela é também uma estrutura pouco formalizada onde sobressai a colaboração forçada pela linha hierárquica intermédia, em que predominam os especialistas altamente treinados, sendo esta a componente chave da organização.

Esta teoria de gestão existe em empresas de consultoria, electrónicas, biomédicas, aeroespaciais e são baseadas em “task-forces”, equipas de pesquisa, investigação e desenvolvimento criadas especialmente para responder a mudanças rápidas no ambiente interno e externo da empresa.Normalmente, são mais inovadoras do que as máquinas burocráticas, mais flexíveis do que as de burocracia profissional e com mais poder do que as do tipo enterpretariado.  A nível dos sistemas de informação são pobres a nível central, mas como são construídos por especialistas muitas das vezes são para funções específicas.

As distinções das estruturas convencionais desaparecem e, com o poder baseado nos especialistas, a distinção entre a autoridade linear e a funcional também desaparece. Com o poder distribuído por toda a estrutura, a distinção entre o vértice estratégico e o resto da estrutura também já não existe.