Procuradores alemães apresentaram acusações criminais de manipulação do mercado de acções contra o presidente da Volkswagen, Herbert Diess, o ex-presidente Martin Winterkorn e o presidente do conselho, Hans Dieter Poetsch, devido ao escândalo da fraude de emissões de poluentes da montadora.
Os acusados agiram intencionalmente ao não informar os investidores a tempo sobre o impacto financeiro do escândalo, disse a Procuradoria de Braunschweig, cidade do Norte da Alemanha, esta semana.
Existem processos em andamento devido à admissão da empresa, em 2015, de que usou um software de controlo de motores ilegais para burlar testes de emissões de poluentes. O indiciamento dos procuradores de Braunschweig é parte de uma investida legal separada para julgar executivos devido a alegações de que adiaram a revelação do escândalo aos investidores.
O advogado de Diess disse num comunicado que o CEO não poderia ter previsto a reacção negativa do mercado financeiro e que continuará no seu cargo sem impedimentos.
Winterkorn renunciou dias após o surgimento do escândalo. No início de 2017, ele disse a parlamentares alemães que não soube da fraude antes de a VW admiti-la oficialmente.
As acções da empresa perderam 37 por cento do valor nos dias seguintes à irrupção do escândalo. Se os investidores tivessem sabido sobre a fraude da VW, poderiam ter vendido as acções mais cedo ou evitado fazer aquisições, argumentaram os demandantes.