Os cinco elementos da Universidade Técnica de Angola que venceram em Novembro a Global Management Challenge 2016, a maior competição mundial de gestão e estratégia, criada em Portugal, e que já vai na sua 37.ª edição, preparam-se para representar o país na final internacional do concurso que se realiza em Abril de 2017, na cidade de Doha, capital do Qatar.
Actualmente o Global Management Challenge está presente em mais de 30 países, sendo a maior competição de estratégia e gestão do mundo, a final internacional é um evento marcante e de grande prestígio internacional, onde as equipas vencedoras de cada país competem entre si para alcançar o título mundial, proporcionando uma experiência única de contacto entre realidades e culturas diferentes.
A competição, que conta com o apoio da SIC e do jornal Expresso, é um desafio para milhares de universitários e empresas, que são desafiados a gerir uma organização virtual, com a ajuda de um simulador.
“É a melhor das competições. E considero um dos melhores estágios para os estudantes e funcionários participantes de todo mundo”, refere Diogo Mateus, que em Novembro passado fez parte dos 800 estudantes e quadros, divididos por 160 equipas. A edição de 2016, realizada em Angola, contou com 86 equipas contra as 74 inscrições do ano anterior. Um crescimento que na opinião de Victor Fernandes, organizador local desta iniciativa, se deveu em parte à participação dos campeões de 2015 na promoção do evento. “Os vencedores da última edição pediram-nos para estarem envolvidos na prova este ano. Foram eles, supervisionados e com o apoio da nossa equipa, que trataram das inscrições e convenceram muitos estudantes a integrar este desafio”, explicou ao Expresso.
Como resultado e do total das formações inscritas, 90 por cento eram de estudantes, maioritariamente da Universidade Agostinho Neto e 10 por cento de quadros. Em Angola, a entrega de prémios aos primeiros lugares contou com a presença da equipa campeã da primeira edição, realizada há dez anos. Nessa altura, eram estudantes e hoje são profissionais de topo e um deles é empresário. Contaram a sua história de vida a quem participou na prova em 2016 e o impacto que esta teve no seu percurso. É algo que para Victor Fernandes “contribui para aliciar mais participantes”.
No país a competição vai assumir um novo papel na vida dos angolanos, levando a organização local a assinar um protocolo com o Gabinete de Quadros da Presidência da República, entidade responsável pelo plano nacional de formação de quadros. Os contornos deste acordo ainda estão a ser limados, segundo avançou o Expresso, mas poderão significar a atribuição de créditos académicos aos melhores classificados na competição a nível nacional ou de bolsas de estudo.