O Instituto Galilee, escola internacional de gestão, pretende reforçar a presença de estudantes angolanos na sua sede em Israel. Para o efeito, a directora de relações internacionais, Carina Baum, fez uma visita oficial ao país para prospectar o mercado e estabelecer parcerias com instituições públicas e privadas.

Em entrevista ao JE, a brasileira Carina Baum, que coordena as actividades do departamento lusófono do Instituto Galilee, referiu que a sua vinda a Angola teve como objectivo estabelecer contactos com empresas e instituições angolanas com as quais já mantém relações comerciais. “A ideia é reforçar a cooperação com os nossos parceiros e encontrar novos. Penso que o contacto pessoal é muito importante e permite saber mais detalhes sobre as reais necessidades de formação dos nossos parceiros” afirmou.

Ao ser questionada até que ponto o ambiente de “crise” de que se fala tanto no país e no estrangeiro pode afectar o investimento na formação de técnicos, Carina Baum afirmou que esse é o exacto momento em que se deve apostar mais na capacitação dos recursos humanos. Ela defendeu que, ao contrário do que se pensa, a crise pode ser uma oportunidade para se começar a investir e dar-se mais atenção a sectores como o da educação.

“Israel é um bom exemplo de que é possível atingir o desenvolvimento apesar dos problemas, mesmo sem ter recursos minerais como o petróleo e isto faz-se mediante uma aposta séria na educação. Israel conseguiu dar um salto positivo neste aspecto, porque investiu muito na pesquisa e na educação. Por isso, essa crise veio a calhar no sentido de trabalhar-se mais na capacitação técnica ou profissional dos recursos humanos”, referiu.

Cursos regulares
O Instituto Galilee oferece vários cursos regulares em diversas áreas do saber, leccionadas em língua portuguesa para clientes lusófonos, tais como o curso designado “empreendedorismo e gestão de pequenas e médias empresas”, que será realizado em Maio e Novembro do corrente ano, além de outros que estão programados para serem ministrados no mês de Julho, nomeadamente “gestão de recursos humanos e formação de quadros” e “gestão de projectos”.

A par dos cursos mencionados, o Instituto Galilee também realiza formações específicas sob demanda dos clientes. Neste âmbito, durante a estadia de Carina Baum no país, o Ministério do Interior de Angola demonstrou interesse em encomendar formação para os seus quadros na área de “segurança nacional”.

Questionada sobre os custos, Carina referiu que os preços variam em função do tempo e natureza da formação, mas o preço médio por cada formando varia entre os 3.500 e 5.000 dólares que incluem todos os gastos desde o material escolar à acomodação, transporte e alimentação (menos a passagens aérea).

Bolsas académicas
A maior parte dos clientes são instituições ou empresas mas, segundo Carina, cada vez mais particulares têm vindo a aderir aos cursos ministrados. Inclusive, existe a possibilidades de os interessados individuais poderem beneficiar de bolsas académicas caso não disponham de recursos suficientes.

“Temos recebidos pessoas que fazem a formação com recursos próprios, mas, para quem não pode, oferecemos bolsas académicas nas quais o interessado paga parcialmente as despesas, porque a bolsa cobre as chamadas taxas de despesas locais”, disse.

Para os formandos falantes de língua portuguesa, uma das grandes vantagens das formações ministradas pelo Instituto Galilee é o facto de estes clientes receberem a formação integralmente em português. O que permite uma maior facilidade de assimilação do conteúdo do curso.

Outra vantagem tem a ver com o facto de aliar o útil ao agradável. Todas as sessões de formação incluem um roteiro ou passeio turístico pelos locais históricos de Israel, como a localidade de Nazaré, Mar da Galileia e Mar Morto, além de visitas de estudo a parques industriais e aos principais centros tecnológicos ou empresariais do país.

De acordo com Carina Baum, em carteira estão projectos para o arranque de cursos de pós-graduação e mestrados académicos em parceria com instituições universitárias de renome mundial.

Actualmente, o Instituto recebe formandos de várias partes do mundo, facto que lhe confere um carácter internacional. No continente africano, vários países já beneficiaram das suas formações, nomeadamente Nigéria, Ghana, Zimbabwe, Uganda, Kénia, Tanzânia, África do Sul, Moçambique e Angola.