O sistema de numeração que usamos hoje, é habitualmente, atribuído aos árabes. No século XVIII, devido ao grande desenvolvimento do comércio e à enorme confusão que se verificava nas unidades utilizadas para a contagem surgiu a necessidade de se criarem os símbolos convencionais. Como é lógico, essa tarefa sobrou para os matemáticos, que tiveram que se encarregar disso.
Assim como na antiguidade, hoje existe ainda uma enorme confusão no sistema de contagem nos números com muitos algarismos.Por exemplo, muitos académicos da nossa praça acreditam que o bilião no nosso sistema de numeração não se usa. E dizem que ao invés de bilião, escreve-se mil milhões. Será que isso está correcto?
Se consultarmos alguns manuais de matemática, tabuada e outras literaturas, como exemplo, chegaremos a conclusão de que, quer o mil milhão, o bilião, assim como o trilião pertencem a classes e ordem diferentes no sistema de numeração universal.
Por exemplo, em Matemática estudamos que existe uma infinidade de ordens e classes de números inteiros. Assim, existe a 1ª classe que é a das unidades, composta por três ordens: a iniciar com a ordem zero, que é a da unidade (1), a primeira ordem que é das dezenas (10) e a segunda das centenas (100). A segunda classe é a dos milhares, igualmente com três ordens: onde a terceira é das unidades de milhar (1000), a quarta das dezenas de milhar (10 000), e a quinta, das centenas de milhar (1.000.000). A terceira classe também com três ordens, onde a sexta é das unidades de milhões (1000.000), a sétima das dezenas de milhões (10.000.000), a oitava das centenas de milhões (100.000.000).
Encontramos ainda as ordens superiores que são as dos milhares de milhão, biliões, triliões, assim sucessivamente. No entanto, devemos nos lembrar que sempre que multiplicamos um número “a” por si próprio, obtemos o seu quadrado, “a.a” ou a2. Se multiplicarmos duas vezes um número a por si próprio, obtemos o cubo “a.a.a”, ou “a3” e se multiplicarmos quatro vezes obtemos a quarta potência.
Por exemplo, para o número 16342734085120 procede-se da seguinte maneira: 1º - Assinala os grupos com pontos da direita para a esquerda. Assim: 16.342.734.085.120; 2º - Pensa na designação de cada grupo (tabela) e 3º - Lê os números de três casas cada um, começando à esquerda e dando a cada grupo a designação correspondente.
Assim lemos: Dezasseis biliões e trezentos e quarenta e dois mil milhões e setecentos e trinta e quatro milhões, oitenta e cinco mil e cento e vinte unidades.
Aliás, no ensino primário estudamos as potências de base 102. Onde 10 é a base e o 2, o expoente. Lê-se 10 elevado a 2, ou 10 ao quadrado (102 é o mesmo que 10.10=100). O expoente representa o número de vezes que a base é repetida. Assim com esses exemplos estaremos em condições de ler qualquer número que nos apresentarem.