A sua técnica é completamente oposta à reunião formal. Ela é inteiramente pensada afim de facilitar a geração de ideias e aproveitar certas características criativas do nosso cérebro. Aqui, ao contrário do que se pensa, dar atenção às ideias sem nexo e investir na quantidade e não qualidade das ideias são atitudes que fazem
com que a dinâmica funcione.
Para alguns, esta técnica pode parecer apenas uma “uma lista de ideias”, mas a verdade é que essa dinâmica exige flexibilidade, liberdade e nada de censura. Só desta forma é possível aproveitar o que ela tem de melhor. Mas cuidado: é preciso analisar bem quais os objectivos do projecto e se realmente esse tipo de dinâmica se aplica. Para cada objectivo, existe um método que melhor se encaixa.

Definição de objectivos

Antes de tudo, é importante que a reunião tenha um objectivo claro e que ele seja passado a todos os participantes. Ou seja, estabeleça um problema a ser resolvido e comunique ao grupo que devem sair dali com as soluções para o determinado problema. Esse objectivo pode ser em formato de pergunta, tópicos ou expressões. Se o tema for muito complexo, explique-o com cuidado e inclua detalhes. Dar apenas uma visão geral não é uma alternativa viável, pois a falta de clareza pode
afectar as soluções pensadas.

Respeite o tempo

O brainstorming é uma dinâmica também conhecida pela sua alta produtividade. Isso porque, antes de se começar, é preciso estabelecer um limite de tempo. E, durante o processo, o tempo nunca deve se estender. Esse elemento é de grande importância para pressionar o grupo a gerar um alto número de ideias. Se o tempo for livre, a quantidade pode chegar a um número menor ou muito maior do que o desejado, e dificultar na hora de gerir as propostas.

Escolha do ambiente

Diferente de uma reunião formal, esta técnica necessita de conforto e inspiração. Considere conduzir esse processo fora do contexto do ambiente de trabalho. É muito importante inspirar e “alimentar” a mente dos participantes, para que eles saiam da rotina e
alcancem novas formas de pensar.
Para que toda essa dinâmica não perca o controlo, é preciso que haja uma pessoa neutra dentro da roda, cujo papel é observar o processo e gerir o fluxo de ideias. Essa pessoa é chamada de “facilitador”. É o seu dever impedir censuras, observar o tempo e lembrar o grupo do objectivo inicial. Apesar da criatividade, para uma produção efectiva, é importante manter o grupo dentro das regras.

Equipa heterogênia

Na hora de montar o grupo, tente chamar pessoas de diversas áreas e que pensam diferente. A heterogeneidade é muito importante para que essa experiência ganhe novas visões e fique mais apimentada. Tais pessoas não necessariamente precisam
estar ligadas ao seu projeto.
Abrace todas as ideias, sem preconceito. Dentro de uma sessão de brainstorming, nada é irrelevante. Anote todas as ideias. Não deve haver censura. Afinal, aquilo que parece mesquinho de início pode dar origem a uma grande ideia. Deixe os pensamentos fluírem e dê liberdade. É importante que todos se sintam confortáveis e não tenham medo de expressar nenhuma ideia, sem filtros.
A meta de um Brainstorming é gerar uma alta quantidade de ideias. Aprofundar cada uma em densas discussões é um erro comum e pode culminar no fim do processo. O processo de análise deve vir depois do processo de registo. Por isso, não chegue à conclusões, e sim conexões entre alternativas,
ideias e soluções da empresa.