A cadeia de comando, também conhecida como cadeia de escala, é a linha de autoridade formal de uma organização. Em geral, ela pode ser observada no organograma da organização, o qual identifica os papéis de cada indivíduo e quem deve responder a quem dentro da estrutura organizacional. Dessa forma, esta cadeia é a definição formal do sentido da comunicação dentro da organização e da responsabilidade de cada indivíduo que faz parte dela.
Apesar de o seu conceito ser muito antigo, a sua aplicação na administração só foi iniciada de facto no século XX. Dois indivíduos tiveram grande importância no entendimento pleno desse conceito. O engenheiro francês, Jules Henri Fayol, discorreu em seu livro, General and Industrial Management, a respeito dos catorze princípios da administração.
Entre esses princípios, estão o da unidade de comando, o qual diz que cada indivíduo só deve responder a um único superior, evitando ordens conflitantes e o princípio da cadeia de escala, que define o fluxo de responsabilidade, clarificando a hierarquia dentro da organização.
Já o sociólogo alemão Max Weber propôs a burocracia como modelo ideal para uma organização, modelo no qual a linha de autoridade é claramente definida, indo de acordo com o princípio da cadeia de comando.
O papel do superior dentro de uma organização é delegar as tarefas, enquanto que os subordinados devem executar essas tarefas sob o controlo e monitoramento do supervisor. Entretanto, nem sempre esse processo ocorre de forma correcta devido à falta de comunicação entre as partes.
De acordo com Justin Longenecker, no seu livro Principles of Management and Organizational Behavior, a boa comunicação entre as partes fortalece as bases do relacionamento e, consequentemente, levam à execução correcta da tarefa sem necessidade de controlo e monitoramento constantes. Neste ponto, o papel da administração é fundamental, na definição clara da cadeia de comando e das suas competências.
Dentro das empresas também é possível observar estruturas em que os princípios da cadeia de comando são violados. No caso das organizações matriciais, os subordinados se reportam a dois superiores ou supervisores, o que viola os princípios de unidade de comando, como colocado por Fayol e Weber.
Para que esse tipo de estrutura, mais flexível ao princípio da cadeia de comando, seja eficiente, é necessário que os supervisores das organizações aprendam a compartilhar o poder, fazendo uso do confrontamento directo para solucionar as questões divergentes, e disseminando a informação por todas das redes da organização.
No exército, a cadeia de comando é, possivelmente, a característica mais bem definida. Ela define a linha de autoridade ao longo da qual as ordens e tarefas são passadas, tanto dentro de uma unidade militar quanto de uma unidade para outra, em que cada indivíduo sabe exactamente para quem deve se reportar. Em geral, os militares transmitem ordens apenas a um único subornidado (directamente abaixo dele) e recebe ordens apenas de um superior (directamente acima dele), e aquele que desrespeita a cadeia de comando está sujeito a punição.
E dentro das organizações isso não pode fugir à regra, cada indivíduo ocupa uma posição com tarefas claramente atribuídas e um superior bem definido. A hierarquia é bastante complexa, tendo uma linha de comando bem definida.
Muitas organizações ainda utilizam o conceito da cadeia de comando na sua estrutura, sendo papel do gestor a dar a ordem e do funcionário de cumprir sob supervisão deste. Há, porém, possíveis problemas na utilização da cadeia de comando devido a falta de uma comunicação eficaz.