A coesão da estrutura interna das organizações é definida pela visão que se tem do homem económico e pela busca da máxima eficiência possível dos seus rendimentos. Essa teoria é defendida pela escola clássica da administração, idealizada por Henri Fayol, em 1910, onde o olhar sobre todas as esferas da empresa, quer operacionais, quer gerentes, da direcção de topo para baixo torna-se no principal enfoque da sua existência.

Paralelamente aos estudos de Frederick Winslow Taylor, Henri Fayol defendia princípios semelhantes na Europa, baseados na experiência da alta administração. Enquanto os métodos de Taylor eram estudados por executivos europeus, os seguidores da administração científica só deixaram de ignorar a obra de Fayol quando foi publicada nos Estados Unidos. O atraso na difusão generalizada das ideias de Fayol fez com que os grandes contribuintes do pensamento administrativo desconhecessem os seus princípios. Fayol sofreu críticas como a manipulação dos trabalhadores através dos incentivos materiais e salariais e a excessiva unidade de comando e responsabilidade.

Fundamentos teóricos
Este sistema de Fayol repousa sobre a distinção das funções essenciais da empresa, divididas em seis categorias e as funções do administrador em cinco elementos. Além disso, enuncia 14 princípios gerais da administração, que reflectem nas orientações gerais embutidas a ela. Ele procurou dividir qualquer empresa em seis funções básicas, a começar, primeiro pelas funções técnicas; estas relacionadas com a produção de bens ou de serviços da empresa. Depois pelas comerciais, ligadas à compra, venda e trocas de bens e serviços. Em terceiro lugar, o teórico francês referiu que as empresas têm funções financeiras, onde a procura e a gestão de capitais a um dos enfoques principais.

Por outro lado, Henri Fayol, busca em quarto lugar a segurança, cuja protecção e preservação dos bens e das pessoas tornam-se a base da sua existência. Os meios contábeis aperecem em quinto e têm como objectivo realizar inventários, registos diversos, balanços, custos e estatísticas da empresa. Por útimo, afirma que as funções administrativas, que estão relacionadas com a integração das outras cinco, são as mais importantes e as mais complexas; quando estas falham, as demais não podem ser executadas com eficácia.

Função primordial
As organizações são complexas, daí que sem uma coordenação entre as demais tarefas, as funções administrativas não podem interagir entre si. Por ser a função administrativa a que coordena as demais, foram definidas outras cinco outras para compactar este elemento (gestão). Qualquer gestor deve primeiro planear. Este elemente leva a estabelecer os objectivos da empresa, especificando a forma como serão alcançados os resultados, desenvolvendo um plano de acções para atingir as metas traçadas. Esta é a primeira das funções, já que servirá de base para operacionalização do plano. Assim, este deve passar depois de planear, por organizar, como sendo a forma de coordenar todos os recursos da empresa, sejam eles humanos, financeiros sejam materiais, para alcançar da melhor forma o que foi estabelecido.

Comandar é o terceiro elemento na hieraquia na função administrativa, pois é ela que faz com que os subordinados realizem o que deve ser feito. Pressupõe, neste caso, que as relações hierárquicas estejam claramente definidas, de forma que os administradores e subordinados se influenciem mutuamente, assim como o grau de participação e colaboração de cada um para a realização dos objectivos definidos seja completo. Depois deste processo, coordenar ou dirigir toma o seu lugar. Qualquer planeamento seria inviável sem a coordenação das atitudes e o esforço de toda a empresa. Por último, Fayol afirma que controlar estabelece os padrões e as medidas de desempenho que permitem assegurar que as atitudes empregadas sejam as mais compatíveis com o que a empresa espera. O controlo das actividades desenvolvidas permite maximizar a probabilidade de que tudo ocorra conforme as regras estabelecidas e ditadas pelos gestores de topo e executadas na base.