Ter competência significa executar bem uma determinada tarefa com responsabilidade, sabedoria e comprometimento com a instituição em que labora. Ela, em termos rigorosos, significa a integração e a coordenação de um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes científicas ou não. Por este facto, o administrador, para ser bem-sucedido profissionalmente, precisa de desenvolver três competências pessoais duráveis, nomeadamente, o conhecimento, revelado por meio de informações, conceitos, ideias e experiências. Depois, a perspectiva que coloca o conhecimento em acção e, por último, a atitude, que consiste em fazer as coisas acontecerem.

Tipos de competências
Na verdade, existem vários tipos de competências essenciais e actividades mais elevadas que são a chave para a sobrevivência da organização e importantes para a formulação de estratégias: as competências distintivas, resumem-se nas actividades que os clientes reconhecem como diferenciadores dos seus concorrentes que provêm vantagens competitivas; as organizacionais que são consideradas actividades-chave esperadas de cada unidade de negócios da empresa; as de suporte são importantes para apoiar um leque de competências e as dinâmicas que levam uma empresa a adaptar as suas competências pelo tempo. Estas estão directamente relacionadas aos recursos importantes para a mudança.

Abrangência
A competência integra as diversas dimensões humanas quando se trata de desenvolver uma actividade. A acção envolve o atendimento de necessidades, tais como desejos, emoções e tarefas de trabalho, que alimentam e incentivam a criação de conhecimentos e habilidades. Por outro lado, a competência expressa-se, portanto, pelo modo singular como uma habilidade operacionalizada. Dessa forma, os processos de auto-estima e identificação do sujeito da acção determinam os diferentes graus de competência. Ela engloba ainda os conhecimentos, as habilidades e o modo singular presentes na realização humana.

Separação das competências
A competência pode ser separada em seis etapas. Primeiro, as competências básicas, fundamentadas nos princípios técnicos e científicos, de carácter geral, sobre as competências específicas e de gestão relativas à formação profissional; depois, as competências profissionais, que são as capacidades técnicas que permitem operar eficientemente os objectos e as variáveis que interferem directamente na criação do produto; terceiro, as habilidades especionais, que tratam do domínio dos conteúdos no âmbito do trabalho e a posse de conhecimentos e habilidades necessárias para actividade; em quarto, aparecem as competências humanas, essenciais realizadas pelo ser humano. Vem ainda a competência organizativa, o conjunto das capacidades organizativas, metodológicas e sociais relativas à qualidade e à organização do trabalho, às relações no trabalho e à condição de responder a situações novas e imprevistas. E por último, a competência geral, que engloba a mobilização de conhecimentos, habilidades e atitudes profissionais necessários ao desempenho de actividades ou funções típicas, segundo padrões de qualidade, e de produtividade requeridos pela natureza
do trabalho.