O Instituto do Fomento Empresarial (IFE) apresentou esta semana, em Luanda, um estudo designado “Observatório Empreender, Diversificar e Competir”, no qual aprecia as medidas que considera necessárias para aumentar a competitividade da economia nacional.
De acordo com o administrador do IFE, Óscar Rodrigo, a quem coube a responsabilidade de apresentar o estudo à imprensa, o país precisa aumentar a produção interna para satisfazer o mercado doméstico e substituir as importações.
Óscar Rodrigues frisou que o estudo orienta os tomadores de decisão a aproveitar a existência de recursos naturais e de um mercado de consumo, definindo sectores chaves de aposta para o crescimento da função produtiva, através da restruturação das empresas existentes e criação de novas. “ A competitividade é de extrema importância para as empresas modernas, uma vez que criar um sentido de maior entrega sobre as questões do mercado”, disse.
Para o responsável, o aumento do investimento na economia quer por parte dos investidores nacionais quer estrangeiros registou um crescimento médio anual de 1,3 por cento entre 2008 e 2012, representando assim mais de dois triliões de kwanzas em 2012. O estudo apresenta linhas orientadoras com vista a dinamizar a economia nacional com o desenvolvimento de sectores e redes de agrupamento de empresas que permitem o lançamento das bases de uma economia de exportação, para que a economia não dependa única e exclusivamente do petróleo para o equilíbrio da balança comercial.
O estudo, constituído por 192 páginas distribuídos em cinco áreas, nomeadamente, análise da situação actual dos principais sectores da economia e das principais áreas de infra-estrutura, o desenvolvimento dos pilares da competitividade e perspectivar sobre o futuro da economia angolana daqui há cinco anos.
Em termos de crescimento dos principais sectores da economia nacional e sua contribuição no Produto Interno Bruto (PIB), para os próximos cinco anos, o estudo orienta a aceleração de sectores com maior crescimento em termos de volume de negócios e número de empregados, sejam os que estrategicamente são alvos de maior incentivo e fazem parte dos colossos definidos como prioritários económicos, sejam os campeões em termos de aumento de competitividade da capacidade instalada e produção.