Em economia, a concorrência corresponde à situação de um mercado em que os diferentes produtores e vendedores de um determinado bem ou serviço actuam de forma independente face aos compradores e consumidores, com vista a alcançar um objectivo para o seu negócio: o lucro, venda ou a quota de mercado, utilizando diferentes instrumentos, tais como os preços, a qualidade dos produtos e serviços após venda.

Ela é um estado dinâmico de um mercado que estimula as empresas a investir e a inovar com vista à maximização dos seus ganhos e ao aproveitamento óptimo dos escassos recursos disponíveis. Um mercado concorrencial é aquele cujo funcionamento é feito de acordo com o livre jogo da oferta e da procura, sem intervenção do Estado. Normalmente, a lei da concorrência de qualquer país tem como objectivo estabelecer um funcionamento eficiente dos mercados, a repartição eficaz dos recursos e os interesses dos consumidores, circunscrevendo as relações entre empresas, excluindo, em princípio, as relações com os consumidores finais,  abrangendo todas as entidades que exercem uma actividade económica, incluindo profissionais liberais. A lei da concorrência não pretende proteger os concorrentes das infractoras, mas sim preservar a concorrência enquanto situação de mercado desejável, com vista ao bem estar geral, em que só indirectamente e de forma mediata a sua aplicação beneficiará os consumidores: há normas especiais próprias para a defesa dos direitos e salvaguarda dos interesses dos consumidores, cometidas a entidades públicas distintas.

De outro modo, a concorrência constitui o motor do sistema económico de um país e é o elemento dinamizador do mercado interno. Está estreitamente ligada às quatro liberdades de circulação, a mercadorias, pessoas, serviços e capitais, na base do mercado interno: a eliminação das barreiras de natureza pública que poderiam ser frustradas se tais entraves pudessem ser substituídos por comportamentos concertados de empresas privadas – por exemplo, um boicote à importação de produtos oriundos de outros países.

Concorrência pura
Segundo a economia clássica, o mercado livre constitui a situação ideal para a distribuição mais eficaz dos bens entre as empresas e os consumidores. A concorrência pura é um tipo de mercado em que há um grande número de vendedores e de compradores, de tal sorte que uma empresa, isoladamente, por ser insignificante, não afecta o nível da oferta, nem tão pouco o preço de equilíbrio, que também não é alterado pelos compradores, que representam a demanda ou procura. Diz-se que é um mercado atomizado, pois é composto de um número expressivo de agentes. Nessas condições, os preços do mercado formam-se perfeitamente segundo a correlação entre oferta e procura, sem a interferência predominante de compradores ou vendedores isolados. Os capitais podem, então, circular livremente entre os vários ramos e sectores, transferindo-se dos menos rentáveis para os mais rentáveis em cada conjuntura económica. Esse tipo de mercado apresenta as seguintes características: grande número de produtores, demanda e produtos homogéneos oferecidos pelas empresas concorrentes, não existem barreiras à entrada no mercado, há transparência e não há intervenção do Estado.