A universidade Agostinho Neto, através das Faculdades de Economia, de Direito, de Letras e de Ciências Sociais vai, este ano, apostar na oferta formativa de curta duração por meio dos cursos de extensão universitária.
Os programas dos cursos de extensão universitária nestas entidades têm vindo a adaptar-se de acordo às exigências do mercado de trabalho, uma vez que eles procuram dar maior enfoque a questões práticas e de contexto técnico-económico dos perfis de saída dos quadros. Já há também universidades privadas, caso da UPRA, que apostam neste mecanismo de melhoria do perfil de saída dos seus formandos, a partir do grau de bacharel (3º ano concluído).

Disputa de vagas
Os mais de 30 mil candidatos inscritos para o acesso à Universidade Agostinho Neto (UAN), em 2019, começam na segunda-feira (28), até ao dia 2 de Fevereiro, com os exames de acesso para a provisão das 5.095 vagas.
Segundo informações da Universidade, os candidatos admitidos terão de obter no mínimo a classificação de 10 valores, sendo esta a condição necessária para o acesso ao Ensino Superior.
Este ano, caso as vagas disponíveis por cursos não sejam preenchidas pelos candidatos que se inscreveram nas respectivas áreas formativas na primeira fase, a reitoria decidiu que não vai admitir candidatos com notas abaixo de 10. O que deverá ocorrer é uma repescagem, que obrigará um segundo exame de acesso para apurar outros em função das vagas existentes.
Contudo, a Universidade admite que alunos com notas altas num dado curso poderão ficar de fora em detrimento de outros com notas mais baixas, mas que se inscreveram em diferentes áreas.
Assim, se um aluno para o curso de Matemática reprovar com 13 valores, porque as vagas foram preenchidas com candidatos de notas iguais ou superiores a 14, nada contraria que o do curso de Química seja admitido com 10, que é o mínimo exigido.
A repescagem, tal como dita anteriormente, vai ocorrer num mesmo curso, mas mediante novos exames de admissão e não por transferências em função das notas.