A departamentalização tem a sua origem na teoria clássica da da administração, segundo Henri Fayol, que pregava a ênfase na estrutura organizacional como forma de aumentar a eficiência e aprimorar as relações entre cada segmento de uma empresa. Na verdade, era uma abordagem de conceito verticalizado, que segue hierarquicamente da direcção para a execução das tarefas na base. Do ponto de vista económico, esta abordagem busca na economia, a divisão de trabalho de Adam Smith como fundamental para a geração de riquezas.

Por seu turno, em teoria da organização, a departamentalização tem como alternativa as chamadas Adhocracias, onde ela vai ser a prática de agrupar actividades e recursos em unidades organizacionais, seguindo um critério de homogeneidade entre eles, visando uma adequação da estrutura organizacional com a sua dinâmica de acção mais eficiente.
Na visão de Colenghi, trata-se é uma outra forma de fraccionar a estrutura organizacional, dividiu-a em secções, direcções, departamentos, coordenações e outros serviços, objectivando agrupar as actividades homogêneas que possuem uma mesma linha de acção, segundo características de complementariedade e similariedade.

A partir da sua especialização, ela visa um maior aproveitamento dos recursos disponíveis de forma mais eficiente, a fim de controlar e ou coordenar as responsabilidades e os conflitos de interesses existentes nas organizações, a partir da delegação de poder e a integração do ambiente externo com a organização vigente. O processo de departamentalização pode ser implementado de várias maneiras, por funções, pela própria geografia da organização, pelos clientes em questão, por processos, serviços, produtos e até projectos.

Objectivo da teoria
Do ponto de vista teórico, ela visa fortalecer o desempenho funcional, que deverá ocorrer por meio de procedimentos apropriados, entre os quais a agregação, que coloca os especialistas numa mesma unidade de trabalho a fim de possibilitar a troca de experiências, controlo das actividades, que devem ser postas de forma que facilitem a supervisão, a coordenação, a fim de se obter uma unidade de acção que consegue agrupadas actividades. O enquadramento das actividades em unidades e os processos devem destacar em primeiro o plano das actividades mais relevantes que estão inseridas dentro de um mesmo processo, para agrupá-los dentro de uma unidade cujos objectivos sejam comuns e atendam a clientes determinados.