om o avanço das pesquisas médicas, muito se fala hoje de d oenças que anos atrás, podiam passar quase despercebidas por grande parte da população. Entre elas, estão as doenças relacionadas ao trabalho, como a síndrome de burnout, um stress excessivo e crónico provocado por sobrecarga ou excesso de trabalho. Essa doença tem crescido em ritmo alarmante nos últimos tempos, o que tem motivado empresas a iniciarem programas de aconselhamento e apoio a seus colaboradores.

Apesar dessa iniciativa e de outras similares, como o algoritmo desenvolvido por médicos brasileiros para prever e evitar suicídios, ainda há muito a ser feito nessa questão de saúde no trabalho. Um bom primeiro passo para buscar maneiras de evitar que futuros profissionais venham a sofrer de doenças similares é informar-se sobre o que costuma causá-las. Às vezes, expor seus problemas a colegas de trabalho, outros profissionais da área ou mesmo consultar-se com um psicólogo pode ser de grande ajuda para evitar consequências irreversíveis.

O que pode ser observado é que casos de depressão no ambiente de trabalho geralmente acontecem após o funcionário passar por algum grande stress, como um problema aparentemente insolucionável ou similar. Mesmo após o episódio, os sintomas muitas vezes perduram por um longo período, podendo dar origem à depressão e outras doenças.

Sintomas da depressão

Baixo astral ou tristeza, perda de interesse em actividades quotidianas, problemas para dormir ou insónia, mudança de peso e apetite, dificuldade em planear actividades diárias, dificuldade de concentração, indecisão e esquecimento frequente costumam figurar entre os sintomas mais comuns da depressão no trabalho. É importante manter-se atento à manifestação desses sintomas em colegas de trabalho próximos, familiares ou mesmo em si próprio. Quando isso acontecer, buscar ajuda profissional é essencial, assim como desligar-se temporariamente das actividades causadoras de stress para se recuperar.

Ajuda das empresas

Felizmente, ao contrário de alguns anos atrás, as empresas já começam a criar uma consciência maior a respeito das doenças do trabalho e buscam maneiras de evitá-las. Entre as atitudes que vêm sendo tomadas por gestores e empresas estão: avaliação constante do ambiente físico de trabalho, treinamento e desenvolvimento de funcionários, plano de saúde para todos, e mesmo respeito com o funcionário que está em tratamento.

O problema, porém, está longe ainda de ser solucionado. É necessário lembrar-se constantemente que qualquer pessoa pode vir a desenvolver um quadro de depressão e outras doenças relacionadas ao trabalho excessivo. O melhor remédio, portanto, é sempre evitar expor-se frequentemente a situações desagradáveis, respeitar o tempo de descanso do corpo e da mente e saber equilibrar bem a vida profissional com a vida pessoal, sem esquecer-se de cuidar de si mesmo sempre.