Além da utilização de fontes tradicionais, casos do petróleo, o carvão e a água a estratégia passa pela identificação de outras vias, derivadas do sol e do vento.


No seu discurso de abertura da Conferência Nacional sobre Energias Limpas, realizada ontem, segunda-feira (7), em Luanda, sob o lema “Electrificar Angola conservando o ambiente”, a ministra da Energia e Águas, Emanuela Vieira Lopes, afirmou que o mundo vive hoje um amplo movimento de mudança do modelo de energia fóssil e nuclear para um sistema energético que inclua as energias renováveis, alternativas e limpas.

“A médio e longo prazo, teremos um planeta com recursos naturais em extinção. Deste modo, crescem as manisfestações tendentes a reduzir o dióxido de carbono na atmosfera, que contribui para o efeito de estufa” disse, acrescentando que, por este facto, urge a necessidade de se promover a utilização de fontes energéticas que garantam a sobrevivência das futuras gerações num ambiente sadio.

A ministra afirmou ainda que a utilização de energias limpas, nomeadamente a energia solar e a eólica (vento), além de outras, são alternativas exequíveis para serem desenvolvidas no nosso país. Mas, sublinhou, é necessário que se faça uma análise cuidada sobre as vantagens e desvantagens da utilização destas fontes alternativas.

“Actualmente, temos em carteira 36 localidades confirmadas que irão beneficiar de sistemas solares fotovoltaicos, num total de 216 infra-estruturas, como escolas, postos médicos, sistema de bombagem de água, administrações e postos policiais”, anunciou.

Emanuela Lopes disse, por outro lado, que já foram feitos estudos sobre o potencial eólico da Baía dos Tigres e no município do Tômbwa, ambos na província do Namibe.

Mini-hídricas

Segundo a ministra, está em curso a promoção e desenvolvimento de fontes energéticas locais, através da recuperação ou construção de novas mini-centrais hidro-eléctricas com o apoio dos governos provinciais, administrações municipais e autoridades tradicionais.

“Temos o prazer de anunciar que se fará em breve o lançamento de um concurso público de 30 estudos preliminares e dois de viabilidade técnico-económica para a construção de aproveitamentos hidro-eléctricas em regime BOOT” (build-own-operate-transfer, uma modalidade de parceria público-privada, muito comum em países como o Canadá e Nova Zelândia), anunciou.

A conferência sobre energias limpas teve como objectivo promover o debate sobre a utilização em Angola de fontes de energias não fósseis e contou com o apoio da embaixada da Noruega.

Estiveram presentes no evento o secretário de Estado da Indústria, Kiala Gabriel, o ministro das Telecomunicações e Tecnologias da Informação, José de Carvalho da Rocha, o vice-ministro do Ambiente, Syanga Abílio, o embaixador da Noruega, Jon Vea, e demais convidados.

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