A educação ambiental sobre a importância das árvores para o equilíbrio ecológico e a concessão as formações florestais para exploração na obtenção de carvão vegetal e da lenha estão entre as medidas da direcção provincial da Agricultura, Desenvolvimento Rural, Pescas e Ambiente na Huíla, para minimizar as queimadas ilegais em 2018.
Em declarações à imprensa, no Lubango, a propósito do impacto das queimadas nos ecossistemas e medidas preventivas para desencorajar as mesmas, o director do sector, Lutero Campos, afirmou ser primordial que as pessoas valorizem mais o meio ambiente, preservando-o e não contribuir para a sua destruição.
“A gestão urbana engloba espaços verdes naturais e implantados, sendo que as novas políticas administrativas implicam a criação de infra-estruturas de produção de espécies da flora ao nível local”, disse.
Apontou a criação de um programa traduzido na criação de espaços paisagísticos ao nível das novas urbanizações municipais e o restabelecimento do novo panorama com espécies de rápido crescimento de preferência ornamentais, como outras medidas a serem implementadas.
Realçou ainda que a infertilidade de solos, a redução da biodiversidade, o desaparecimento de culturas, descontrolo do clima, diminuição de oxigénio e o aumento de dióxido de carbono são algumas das consequências da desflorestação que danificam seriamente o meio ambiente se a sociedade não intervir.
Apontou como causas principais da desflorestação na província, o abate em reservas fundiárias com máquinas pesadas, agricultura itinerante, conversão de solos em pastagens de manadas de gado, exploração mineral, instalação de pedreiras, construção de outras infra-estruturas como barragens.