De modo geral, a engenharia de produção, ao enfatizar as dimensões do sistema produtivo nas mais diversas organizações, ocupa-se das actividades de projectar processos produtivos, viabilizar estratégias produtivas, planear a produção, produzir e distribuir produtos que a sociedade valoriza. Essas actividades, tratadas em profundidade e de forma integrada por esta engenharia, são de grande importância para a elevação da competitividade das empresas e, por conseguinte, do país.
Durante o século XVIII, a revolução industrial mudava a forma de organizar a produção. As inovações de então não estavam restritas à técnica e à tecnologia, mas também à organização do trabalho. A relação do homem com o trabalho transformava-se, ao fim do processo dessa primeira industrialização chegava o fim do capitalismo mercantilista, cuja produção era organizada em ofícios.
Com o paulatino progresso do sector industrial à época, surgia a necessidade latente de organizar e administrar os complexos sistemas de produção. Latência essa que se agravou com a Segunda Revolução Industrial e os seus avanços tecnológicos. A tarefa de analisar o trabalho para racionalizá-lo, contudo, seria feito apenas no início do século XX. O berço da disciplina foi a indústria metal-mecânica.
Na sua origem, tomou forma com o nome de engenharia industrial e foi preconizada por Taylor, Frank e Lillian Gilbreth, Henry Gantt, Walter Shewhart, Henry Fayol, dentre outros. Para mais tarde, com o advento da produção em massa, difundida por Henry Ford, e posteriormente a produção enxuta, concebida por Taichii Ohno dentro da Toyota, para que a Engenharia Industrial ganhasse grande destaque mundial.

Mercado de trabalho

A formação de um engenheiro de produção habilita o desempenho de certas funções que os administradores de empresa exercem numa organização, desde que não interfira nas actividades privativas dos administradores. Os engenheiros de produção vêm conseguindo boas colocações no mercado principalmente em função do seu perfil que coincide com o que se está demandando nos dias de hoje: um profissional com uma sólida formação científica e com visão generalista suficiente para encarar
os problemas de maneira global.

Perfil profissional

Os aspectos relacionados à gestão dos sistemas produtivos vieram a ser a base tecnológica própria da engenharia de produção. Com as recentes mudanças estruturais e organizacionais desses sistemas de produção e a evolução dos cursos de engenharia de produção, os profissionais progressos desta modalidade têm se mostrado também, hábeis empreendedores e capazes de actuar nas mais diversas organizações da sociedade.
O perfil do engenheiro de produção pressupõe espírito crítico, criatividade e consciência em relação à sua actuação técnica, política, económica e social. Pois, ele vem deve se mostrar um profissional versátil, considerando a interdependência entre os vários segmentos empresariais, levando em consideração o desenvolvimento de novas máquinas, novos processos de produção e sua manutenção, agindo no sentido de planear, orientar, supervisionar, inspeccionar e controlar a produção de bens e serviços, elaborar, executar e acompanhar projectos buscando a optimização dos sistemas produtivos.
Outro aspecto observado neste profissional é a capacidade de adaptação rápida em diferentes funções, praticadas em ambientes altamente competitivos. Para isso, é preciso competências científicas e sólida formação em ciências básicas como matemática e computação; capacidade de pensamento sistémicos e criativo para solução de problemas; análise do trabalho (ergonomia) e dos processos organizacionais; trabalho em equipas multidisciplinares; prática de abordagem experimental; analisar e optimização de processos e uma formação ético-profissional.