A chamada entropia negativa tem a ver com a não maximização da eficiência das energias positivas existentes nas empresas. As energias positivas, nesta perspectiva, vão ser o conhecimento adquirido por meio dos sócios e colaboradores, a sua interacção, e a geração de riquezas por meio de um eficiente atendimento das necessidades do mercado alvo.
Para combater a entropia é preciso apostar na informação para se captar, transformar, distribuir e realimentar a organização. A informação deve ser útil, devidamente trabalhada e armazenada, e distribuída a todos os interessados. Todos os colaboradores devem ter acesso à informação útil, quais são os clientes da empresa, quem são os colaboradores, quais são os produtos da empresa, mas metas a alcançar a curto, médio e longo prazo e quais são as deficiências e as virtudes da empresa, para que se faça actualização constante, rápida e eficaz dos procedimentos internos.
O planeamento é outro elemento chave, pois é por meio dele, que se estabelecem as metas e prioridades, e se faz a previsão das mudanças no cenário de actuação, de formas a corrigir eventuais desvios de rotas e o reinvestimento de parte do lucro, com o plano estratégico, táctico
e operacional a falarem mais alto.
Nesta senda, os investimentos na produtividade, na compra de máquinas e equipamentos eficazes, mão-de-obra eficiente são elementos fundamentais que ajudam a inverter a situação, através também da participação de todos nos resultados da empresa, na motivação à liderança, no respeito à criatividade, na divisão de responsabilidades e na delegação responsável de autoridade.
Mas isso só é possível mediante um elemento importante, que é a acção, que consiste na prática e incentivo à ética e responsabilidade social com o meio ambiente. As acções preventivas e correctivas, a integração ampla, sectores, departamentos, níveis hierárquicos, integração da empresa no mercado, o cliente dentro da empresa, a empresa ao lado do cliente e outros factores são elementares para a sobrevivência da corporação e
da maximização de lucros.
Se a entropia no mundo material é um fenómeno explicado pela física, no mundo corporativo também ocorre e é coisa de administração pura. Tanto na vida pessoal quanto no dia-a-dia das empresas acontece a mesma coisa. A desordem tende a aumentar e isto é uma lei natural.
Quando espalhamos objectos fora de ordem num espaço ou permitimos abuso de poder na empresa, acabamos por autorizar e iniciar um processo de desordem e desajuste que exigir esforço colectivo ou de outros para ser interrompido.
A organização e desorganização, ordem e desordem relacionam-se com a grandeza física descrita em 1.850 pelo físico alemão Rudolf Julius Clausius (1822-1888). Como entropia, a palavra forma-se por dois radicais gregos: em (interior) e tropee (mudança).
Entropia é algo de “mudança interna”. A menção ao assunto entropia se faz necessária para discussão da segunda Lei da Termodinâmica como em
administração de empresas.