A eficácia de cada estilo de liderança influencia de modo distinto o ambiente interno, o comportamento dos profissionais e o desenvolvimento das actividades. Entre as princípais influências que impactam nas organizações estão os três estilos diferentes de liderança: a autocrática, a liberal e a democrática, que criam fortes resultados no desempenho e no comportamento das pessoas.

Liderança autocrática
Na liderança autocrática, o líder centraliza totalmente a autoridade e as decisões. Nela, os subordinados não têm nenhuma liberdade de escolha. A liderança autocrática enfatiza somente o líder, que é dominador, emite ordens e espera obediência plena e cega dos subordinados e temido pelo grupo, que só trabalha quando ele está presente. Os grupos submetidos à liderança autocrática apresentaram o maior volume de trabalho produzido, com evidentes sinais de tensão,
frustração e agressividade.

Modelo liberal
Neste modelo de liderança, o líder permite total liberdade para a tomada de decisões individuais ou em grupo, participando delas apenas quando solicitado. A liderança liberal enfatiza somente o grupo. O comportamento do líder é evasivo e sem firmeza. Os grupos submetidos à liderança liberal não se saíram bem quanto à quantidade nem quanto à qualidade do trabalho. E ainda apresentaram: fortes sinais de individualismo; desagregação; insatisfação; agressividade, pouco respeito ao líder, que é ignorado pelo grupo.

Estilo democrático
Na liderança democrática, o líder interage bem com a equipa e com os indivíduos, encoraja a participação das pessoas, preocupa-se igualmente com o trabalho e com o grupo. O líder actua como um facilitador para orientar o grupo, ajudando-o na definição dos problemas e nas soluções, coordenando actividades e sugerindo ideias. Os grupos submetidos à liderança democrática apresentaram boa quantidade e melhor qualidade de trabalho, acompanhadas de um clima de satisfação, integração, responsabilidade e comprometimento das pessoas.

Posturas diferentes
Em cada um desses três estilos de liderança, a actuação do líder promove uma cadeia de comunicação no grupo. O estudo que deu origem a essas definições defendeu fortemente a adopção da liderança democrática. Os motivos foram o facto de ela ser compatível com a administração participativa; com a estratégia de interdependência, em que as decisões são repartidas, o que torna todos corresponsáveis,
conscientes e profissionais.

Adequação à situação
Um gestor pode escolher um estilo de liderança de acordo com a tarefa a ser executada, as pessoas e a situação. Isso se chama liderança situacional, onde o administrador eficaz tanto manda cumprir ordens como sugere aos subordinados a realização de certas tarefas, ou ainda os consulta antes de tomar alguma decisão. O desafio está em saber quando aplicar cada um dos estilos, com quem e em que circunstâncias
poderá realizar tais decisões.