O movimento contínuo e permanente da globalização e a evolução da sociedade faz com que as organizações tenham que se adaptar ao meio ambiente complexo e competitivo em que estão inseridas.
As organizações tornam-se um sistema adaptativo complexo, onde o sucesso é consequência da definição correcta das estratégias organizacionais. O momento actual, caracterizado pela mudança e pelos processos de descontinuidade em todas as áreas do conhecimento, exige das organizações uma gestão mais profissionalizada.
Por este motivo, a velocidade das transformações nos mais diversos meios de actuação das organizações, torna difícil acompanhar esta dinâmica do mercado globalizado, conforme Kaplan e Norton, que afirmam que “com a rapidez das mudanças na tecnologia, na concorrência e nos regulamentos, a formulação e a implementação da estratégia devem converter-se em processo contínuo e participativo” para as empresas.

Factor humano
A tomada de decisão surge como factor preponderante nas estratégias organizacionais, onde o factor humano, é fundamental actor neste processo. O administrador ou gestor deve ter o controlo da organização sendo o sucesso ou fracasso resultado das escolhas estratégicas fundamentadas em critérios objectivos ou subjectivos de análise da realidade.
Neste contexto de transformações, o estudo das estratégias torna-se importante no campo da ciência, com o intuito de avaliar a sua aplicabilidade e entender o pensamento de cada escola da estratégia, as suas contribuições e como surgem nas organizações. Este factor pode ajudar a resgatar a importância das estratégias frente às transformações e incertezas resultantes do ambiente globalizado em que as organizações fazem parte.

Desenvolvimento
A análise das situações de desenvolvimento, que passam pela escolha estratégica das organizações, devem partir da observação e estudo da realidade, podendo utilizar métodos de inferência abdutivas, que parte dos aspectos mais gerais para os mais específicos da realidade. Enquanto a ciência clássica evidenciava a ordem e a estabilidade, surge a noção de caos, que invade todos os campos da ciência mostrando um cenário de múltiplas escolhas e horizontes de previsibilidade reduzida para as empresas actualmente.
Para entender a dinâmica das organizações, é necessário ter um olhar sistémico e analisar todas as partes interessadas, a análise isolada pode trazer um diagnóstico impreciso ou incompleto. O olhar das organizações como um sistema adaptativo complexo é um requisito para compreender a dinâmica das organizações e a sua interacção com o meio social.Este ambiente complexo, influencia as organizações e requer novos olhares para o processo estratégico.
Neste contexto da nova ciência, podemos nos preparar para não se surpreender com as mudanças, o caos e a sobre carga de informações se reconhecermos que as organizações são sistemas vivos, com capacidade de adaptação e crescimento comum a toda a vida. A capacidade de adaptação estratégica torna-se factor condicional de sobrevivência organizacional, em detrimento ao elevado grau de turbulência e complexidade do ambiente.
A escolha das estratégias direcciona o futuro da organização, onde a visão do lucro como único e principal objectivo passa a ser contestado, sendo analisado outros factores que perpassam o resultado financeiro apenas, surgindo a estratégia de forma emergente ou deliberada, para o planeamento termo às incertezas existentes ainda dentro de qualquer organização.