O Governo angolano alterou algumas estruturas orgânicas à luz das últimas eleições gerais de 2017, o que obrigou a mudanças na estrutura de vários departamentos ministeriais, tendentes a imprimir uma maior dinâmica e à obtenção de resultados mais consentâneos com os objectivos e metas traçadas.
A nível do ministério da Agricultura e Florestas, também foi ajustada a sua estrutura de gestão organizacional e funcional, tendo nesse momento definidos 35 órgãos e serviços, englobados em seis dependências, nomeadamente Órgãos de Direcção, de Apoio Consultivo, de Serviços de Apoio Técnico, Serviços Executivos Directos, Serviços de Apoio Instrumental e Órgãos sob Super-intendência. Os anteriores conselhos técnico-científicos e conselho de produtores saíram da estrutura dos Órgãos de apoio consultivo.
O Conselho Consultivo do Ministério da Agricultura e Florestas é o órgão de consulta periódica em matéria de programação e coordenação das actividades do ministro, enquanto a Secretaria Geral é o serviço que se ocupa do registo, acompanhamento e tratamento das questões administrativas, financeiras e logísticas comuns a todos os demais serviços do pelouro, nomeadamente do orçamento, do património e das relações públicas.
De acordo com o Decreto Presidencial nº 15/18, a nova designação do Ministério passa a ser Minagrif que representa o departamento ministerial encarregue de propor a formulação, conduzir, executar e controlar a política do executivo nos domínios da agricultura, pecuária, florestas, segurança alimentar e dos alimentos, numa perspectiva de desenvolvimento sustentado.
Ao contrário do diploma anterior, o presente não referencia os serviços periféricos. Há ainda o surgimento de uma nova direcção (Direcção Nacional de Pecuária). A Direcção Nacional de Hidráulica Agrícola e Engenharia Rural deixa de fazer parte da secção de serviços executivos, passando a estatuto de Instituto Nacional de Hidráulica Agrícola e Engenharia Rural e integrado na secção dos Órgãos Sob Superintendência.
Outra novidade é o surgimento do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa, órgão encarregue de gizar estratégias que visem a divulgação e conhecimento público das acções e iniciativas do ministério no quadro do seu plano de acção. Realce também é dado ao Gabinete de Segurança Alimentar, que se ocupa da formulação, promoção e controlo da execução das políticas e estratégias nos domínios da segurança alimentar e nutricional.
A nova estrutura dos órgãos sob superintendência apresenta cinco novos serviços, designadamente o Instituto Nacional de Hidráulica Agrícola e Engenharia Rural, Serviço Nacional de Protecção de Plantas, Serviço Nacional de Controlo de Qualidade dos Alimentos, Gabinete de Desenvolvimento Agrário e Secretariado Executivo do Comité Nacional para o Código Alimentar Angola (Codex-Angola). Este último, criado em 2003, é encarregue de promover e velar pelo cumprimento das normas e códigos alimentares internacionalmente aceites.
De acordo com a publicação do Diário da República, o novo organismo, cujo secretariado funcionará sob a tutela do Ministério da Agricultura, tem a tarefa de criar mecanismos de controlo de qualidade e uma legislação nacional sobre alimentos. Tem ainda como competência coordenar os trabalhos que se realizem sobre normas alimentares por organizações internacionais, governamentais e não governamentais.
Assim, o Comité propõe aos órgãos competentes a elaboração de legislação e demais normas nacionais, a ordem de prioridades, e tomar iniciativas na condução de trabalhos de preparação de projectos de normas, entre outras atribuições. Compõem o organismo, os Ministérios do Comércio, da Indústria, da Saúde, das Pescas, da Defesa, do Interior, da Ciência e Tecnologia, das Relações Exteriores, das Finanças, da Energia e Águas, do Urbanismo e Ambiente, do Planeamento, da Geologia e Minas, da Hotelaria e Turismo, e da Assistência e Reinserção Social.
Visando relançar a produção do café e cereais, a nova orgânica do ministério contempla institutos respectivos, sendo que o do café tem a missão de assegurar o fomento e coordenação técnica, acompanhamento e controlo da actividade cafeeira e a execução das políticas traçadas no domínio da fileira do café, cacau e palmar e desenvolvimento de transferências tecnológicas, enquanto que o dos cereais assegura o fomento, coordenação e a execução das políticas e estratégias traçadas no domínio da produção, importação, exportação, comercialização e transformação industrial dos cereais. O Minagrif é dirigido pelo engenheiro Marcos Alexandre Nhunga.