A empresa FIL, que detém os direitos de organização e realização da Feira Internacional de Luanda (FILDA), anunciou, domingo, durante o acto de encerramento da 27ª edição da maior bolsa de negócios do país, que vai adoptar, para os próximos anos, novas estratégias, a fim de manter a projecção internacional e o respeito granjeado ao longo destas realizações pelo evento.

De acordo com o seu presidente do Conselho de Administração, Matos Cardoso, esta estratégia passa pela construção das novas instalações, que segundo avançou constam já das prioridades do Executivo, para os próximos tempos, e será erguida no interior do Pólo Industrial de Viana.

“O projecto faz parte do plano do Governo para a indústria e, efectivamente, é preocupação do Executivo que a realização de feiras sejam feitas em melhores instalações”, referiu, acrescentando que, em função das prioridades, a sua construção pode ou não ser iniciada este ano.

Matos Cardoso disse ainda que estas novas instalações constituem-se num desiderato que deve ser concretizado para melhor responder aos ganhos que a feira granjeou nos últimos anos à economia, e que depois de concluída as obras, a FIL pretende albergar mais empresas e expositores, visto tratar-se de uma imponente estrutura, com todas as condições técnicas e tecnológicas.

Durante os seis dias, mais de 30 mil visitantes percorreram o espaço de exposições e os organizadores estimaram em 94 porcento a taxa de satisfação, menos dois pontos percentuais que na edição do ano passado. As previsões do certame apontam ainda para resultados bastantes satisfatórios, que embora não avançados tendem a superar os do ano passado, cujo volume de negócios gerados rondou os 200 milhões de dólares.

Prémios

Como habitual, o dia de encerramento da feira de negócios ficou marcado pelas entregas dos prémios e distinções a personalidades e empresas que se destacaram no evento, através das atribuições dos “Leões de Ouro”.

As diversas categorias de prémios eleitas pela organização conheceram, deste modo, as pessoas colectivas e singulares que fizeram por merecer e deram à presente edição o cunho de uma das maiores realizações de sempre das feiras de negócios.

O Jornal de Angola conquistou o prémio "Leão de Ouro", na categoria de imprensa, pela excelência em cobertura jornalística dos factos que marcaram o certame. Já a TV ZIMBO e a Rádio Nacional de Angola (RNA) ficaram, respectivamente, com as categorias de televisão e rádio, e para a ZAP o de inovação e tecnologia.

O júri, composto por quatro elementos de reconhecida idoneidade, distinguiu também pela sua excelência na exposição de âmbito internacional as empresas Esso (petróleos), Unitel (sistemas de tecnologia), o Banco de Comércio e Indústria (serviços de finanças e banca), Tractorlena (máquinas e equipamentos).

Outros premiados na gala, foram a Alemanha (melhor participação), Portugal (maior participação), enquanto que à empresa FIL Tubos coube o prémio de melhor participação da indústria nacional. Na categoria de transportes aéreos, a companhia nacional TAAG arrebatou o galardão, e ao ministro da Geologia, Minas e Indústria, Joaquim David, coube a distinção de Personalidade do ano da Edição 2010. A Unitel foi a empresa mais premiada, pois foi também entregue a esta operadora de serviços de telefonia móvel e de Internet o maior prémio desta edição, o Leão de Ouro Filda 2010.

Participação

Dados finais, indicam que estiveram no certame um total de 703 empresas, das quais 460 empresas de direito angolano contra 243 estrangeiras.

Este ano, a maior bolsa de negócios do país decorreu sob o lema “Indústria transformadora, aposta imprescindível para o equilíbrio macroeconómico de Angola”, um tema que, segundo a organização, se encaixa nos desafios actuais de desenvolvimento do país. A presente edição supera, em termos de participação de empresas, o número do ano transacto em que estiveram inscritos 650 expositores entre nacionais e estrangeiros.

No evento, estiveram, além de Angola, empresas provenientes de países como a Áustria, Argentina, Brasil, China, Cuba, República Checa, EUA, Espanha, Emirados Árabes Unidos (Dubai), França, Inglaterra, Israel, Japão, Malásia, Noruega, Paquistão, Polónia, Portugal, Suécia, Tailândia, Turquia, África do Sul, Ghana e Uruguai.

Em termos dos números de representação de empresas por países, a maior presença empresarial foi a de Portugal com 107 empresas, mais quatro em relação a 2009. A seguir esteve o Brasil com 40, Alemanha 27 e Espanha com 24 empresas, completam o quadro das quatro maiores representações estrangeiras.

Os ramos de actividade económica expostos nesta última edição são agricultura, alimentos, máquinas, equipamentos, tecnologia, construção civil, metalomecânica, máquinas agrícolas e motores, veículos, educação, electrodomésticos, utilidades domésticas, calçados, sector têxtil, energia, infra-estruturas, telecomunicações, máquinas e automação, engenharia civil e construção de sistemas e comércio.

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